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domingo, 30 de setembro de 2012

Nem tudo são más notícias!

Há poucos meses atrás, publiquei aqui no blogue um tópico apelando à participação de todos quantos entendessem ser útil participar com um donativo monetário para salvar e preservar o espaço de salvação, tratamento e acolhimento do predador de topo da Península Ibérica, o Lobo, acolhendo nomeadamente, indivíduos doentes, feridos, crias, juvenis, etc.; a pedido do Grupo Lobo que, enfrentando uma particular dificuldade de ordem logística, sentiu a necessidade de apelar à franca generosidade dos portugueses, com a agravante de estarmos a passar por uma época de crise e de muita míngua e estes mesmos, mostrando amplo sentido cívico, participaram generosamente e com esta nobre atitude, se conseguiu salvar do seu término abrupto, um espaço geográfico que pretende trabalhar em prol deste grande predador que tão barbaramente foi perseguido ao longo dos séculos pelo Homem! Mais que justa esta atitude e é gratificante de se ver que em época de tristes e tão eloquentes crises diárias, nem tudo são más notícias!
 
Passo a citar a notícia publicada hoje no JN, com a confirmação da salvação de um espaço mais que útil para todos, pois assim, se continuará essa dura luta para que este predador ancestral não se extinga dos maciços montanhosos desta Península Ibérica!
 
 
 
"Mafra, 29 set (Lusa)- O Grupo Lobo obteve 50 mil euros com a campanha internacional "Não deixe os lobos sem abrigo", uma verba suficiente para adquirir parte do terreno do Centro de Recuperação do Lobo Ibérico (CRLI) de Mafra, que esteve em risco.
Na campanha de angariação de donativos lançada a 25 de julho e concluída hoje, o CRIL conseguiu arrecadar 50 mil euros, que segundo o responsável Francisco Fonseca, "são suficientes para pagar duas das cinco prestações negociadas com o proprietário para a compra do terreno".
O espaço foi cedido de forma gratuita por privados, que quiseram a devolução dos 17 hectares. Na iminência de sair, colocando em risco a falta de abrigo dos lobos, os responsáveis do CRLI negociaram a compra do terreno. O Grupo Lobo, que gere o CRLI, vai lançar o número de telefone 760450044 (com chamadas de valor acrescentado) para conseguir a verba em falta, além de outras iniciativas, que passam por associar o projeto a figuras públicas."
 
 
No entanto, apesar desta pequena vitória, ajuda ainda se precisa! Vamos ser solidários e vamos redimir-nos dos nossos pecados (enquanto seres humanos) aliados à ganância e egoísmos particulares e, com uma simples chamada telefónica (760450044), estaremos já, a ajudar esta nobre causa!
 
Não custa nada ajudar (apenas alguns €) e para si que habita em Lanheses, já pensou que há anos atrás os lobos deambulavam livremente pelas encostas graníticas da Serra d´Arga, afinal, aqui tão perto de nós, para puderem ser observados em liberdade!?! Hoje em dia não passam de uma lembrança!!! 
 
Uma boa notícia para terminar este mês de Setembro de forma bela!
 
 
 

sábado, 29 de setembro de 2012

Uma imagem para o fim-de-semana.

Será que vai ser este, um bom ano em produção de Castanha? A avaliar por este imponente Castanheiro situado junto ao Caminho de Santiago quem vem da Ponte de Linhares, seguindo o sentido norte, carregadinho de verdes e vistosos ouriços, antevejo que nos dias mais frios que se avistam ao longe e estão aí a chegar, teremos para nos aquecer as paredes do estômago, as sempre deliciosas castanhas...
 
Fica para o final de semana e quem sabe em jeito de despedida deste mês de Setembro, uma imagem de um dos castanheiros mais imponentes de que tenho conhecimento e que ocorrem aqui em Lanheses, carregado com o seu precioso fruto...ainda verde!
 
 
 
 
 
Bom fim-de-semana...
 
 
 
 

Digno de ser visto e ouvido até ao final...

Setembro está a dar as últimas! Mês fértil em bombásticos acontecimentos políticos com a participação maciça de uma grande maioria da população civil portuguesa, seria imperdoável que neste espaço não se desse voz a dois senhores, que sem pudores e com muita frontalidade, traçam aquela que é a realidade e fotografia política deste Portugal contemporâneo!
 
Aconselho a que percam uns minutos e vejam o vídeo na integra...deixo a palavra a Paulo Morais e Medina Carreira!
 
 
 
 
 
 
 
Frontalidade, idoneidade e sentido de justiça...
 
 
 
 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Observado ao longe...

No caminho da veiga, uma bicicleta, um homem, dois cães...observados ao longe do alto das copas dos amieiros e carvalhos que ali ocorrem, por dois seres alados...um negro como a noite, embora belo como o luar; outro claro como o dia, mas belo como a luminosidade do Sol...uma Gralha-preta e uma Garça-real espiavam curiosas, o meu cigarro (enquanto sentado no chão em verdes ervas) que era fumado ao mesmo tempo que me deixava embevecer pelo silêncio do campo, pelo silêncio da veiga!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É sempre tão bom estar aqui...
 
 
 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Quadras de Manuel Gonçalves Franco ou "Tio Néu Carvalho".

Sempre com temas muito interessantes, lúdicos e culturais, que sirvam a temática que é abordada neste blogue, o vale da Serra d´Arga e Lanheses, aldeia localizada no sopé do promontório da Senhora do Minho; recebi via email do amigo Amaro Rocha da Taboneira, umas quadras compostas por um lanhesense há muito desaparecido do convívio dos vivos, que tinha também uma queda para a poesia, neste caso, a poesia de cariz mais popular e que será de todo lamentável, não ser neste espaço virtual, divulgada.

Citando, Amaro Rocha, e com a sua devida autorização, transcrevo aqui neste tópico a informação e o maravilhoso manancial poético-popular, que este lanhesense [que muitos de vós conheceram bem ou ainda trazem na lembrança], foi escrevendo e reunindo tendo sempre como temática a aldeia que amava e onde residia, Lanheses.

Diz Amaro Rocha (citado em parte):

"Manuel Gonçalves Franco faleceu em 1966, e foi durante muitos anos empregado da instituição Casa do Povo, fundada na década de 1930, exercendo ali a função de escriturário. Era carinhosamente tratado por Manuel Carvalho ou simplesmente "Tio Néu Carvalho", apelido que já vinha dos seus pais que possuíam uma pequena quinta na Taboneira, existindo ali um enorme souto de carvalhos centenários. Ainda conheci na minha infância Manuel Gonçalves Franco, servindo-me muitas vezes da sua biblioteca e de uma enorme colecção de jornais e outros documentos. O professor Gabriel Gonçalves recolheu grande parte das suas quadras populares no seu livro (ainda não publicado) "Lanheses, Subsídios para uma Monografia", e a cujas fotocopias encadernadas tive acesso. E foi daí que extraí o que ele escreveu no passado sobre as fontes de Lanheses, em quadras, e com a visão de um bom conhecedor da sua terra, que, tal como nós, adorava."


SOBRE A FONTE DA REBIQUEIRA (AINDA HOJE EXISTE)

A fonte da Rebiqueira
Para quem mora lá à beira
Tem água bastante boa,
Até p`rà industria louceira

A água da Rebiqueira
É mui bem aproveitada
Vai para o Largo da Feira
Mas no v`rão não deita nada
 
 

SOBRE A FONTE DE LAMAS (DE CHAFURDO. JÁ NÃO EXISTE)

É água muito pesada
E bem pouco arejada,
Pois ouve cantar a rala
De noite até madrugada

Falta-lhe boa higiene
E perto tem um juncal
Devia ser arranjada
Para não nos fazer mal
 
 

SOBRE A FONTE DA BIQUEIRA(ERA NO BARREIRO, E JÁ NÃO EXISTE)

Esta fonte da Biqueira
É só um fio a correr;
Nasce em pedra ferrenha;
Muito boa p`ra beber

Nas enfornadas da telha
Quando se andava a cozer
Lá se ia buscar água
P`ra toda a gente beber
 
 

SOBRE A FONTE DO CLERO (?)

Antiga fonte do Clero,
Pelos padres apreciada;
O "surgião" do Amonde
P`ra doentes a receitava

Nasce na baixa de Braga
Viradinha ao nascente;
Com sua muita frescura,
Esta água consola a gente.
 
 

SOBRE A FONTE DA PEITILHA (AINDA EXISTE, MAS DIFERENTE DA ORIGINAL)

Esta fonte da Peitilha
É pouco para estimar,
Pois o rego das Pontelhas
No inverno a vai beijar

Nascida em aluvião
Junto a terras de limar,
É com água má e salobra,
Muito pouco paladar.
 
 

SOBRE A FONTE DAS ROUPEIRAS (AINDA EXISTE, MAS ALTERADA)

Esta água das Roupeiras
A cântaro é tirada;
Quando o amor vai ajudar
Caminho não custa nada

A caminho desta fonte
Casamento fui pedida,
Ora sou mulher casada
E não estou arrependida
 
 

SOBRE A FONTE DAS CASTANHEIRAS (EXISTIU TAMBÉM NO LUGAR DAS ROUPEIRAS)

Ó fonte da Castanheira,
Entre silvas a correr,
Banhadinha pelo sol
Desde manhã ao nascer.

Ó fonte da Castanheira,
Se eu morasse à tua beira,
Ouvia cantar as rolas
E o cuco na Silvareira.
 
 

SOBRE A FONTE DE MARIA BRAVA (NO MONTE CALVELO, ONDE SEGUNDO A TRADIÇÃO MATARAM MARIA BRAVA)

Desta água não beberás
Quando andares a dançar,
Pode cair nos pulmões
E com ela embarcar.


 
Manuel Gonçalves Franco fotografado com 55 anos.
 
 
Ao amigo Amaro, uma vez mais o meu muito obrigado por me facultar este histórico manancial, esta riqueza etnográfica, que com orgulho e muita satisfação, aqui publico no SSVSA.  
 
A todos que acompanham este blogue, oficial e anónimamente, formulo aqui um pedido, o de que se dispuserem de conteúdo similar, seja histórico, seja poético, seja em prosa ou em meras fotografias que se enquadrem no tema deste blogue, Lanheses e o vale da Serra d´Arga, o favor de não se acanharem e partilhem esses dados com o autor deste blogue, procurando-o em casa na Granja, na rua, via email ou por outro meio até, porque este espaço virtual preza muito a participação de todos e reafirmo, TODOS, os lanhesenses! Que bom seria que muita mais informação desta qualidade e com esta riqueza cultural, me chegasse à mão...participem, por favor!
 
Agradecido!
 
 
 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Antagonismos ideológicos!

O facto extraordinário que ocorre quando alguém se decide, como o autor deste blogue decidiu, a retratar e publicitar  cultural e ambientalmente a aldeia que o acolheu há alguns anos já, para seu habitante, é receber com satisfação o empenho e participação dedicada dos muitos que gostam de colaborar com este espaço virtual.
 
Como não haverá de se sentir gratificado, o autor deste blogue, quando ocorrem interessantes situações como ter lanhesenses a bater-lhe à porta tendo em vista a entrega de material cultural que possa vir a ser divulgado neste espaço, outros abordando-o na rua com elogios comentando até esta e aquela fotografia, ou até por correio electrónico, como amiúde costuma acontecer. Por todas estas situações o autor do blogue, sente-se orgulhoso do trabalho que tem vindo a desenvolver, ciente no entanto, do acarretar da extrema responsabilidade, quando se abraça um projecto destes! Uma dessas pessoas, com quem desenvolvi especial amizade, vem participando no blogue sempre com temas culturais, muito interessantes e bem diversificados, sempre tendo como temática de fundo Lanheses, as suas gentes, e os aspectos culturais e paisagísticos desta aldeia . Pesem embora diferenças ideológicas, que as temos; não quer dizer que lá pelo meu amigo professar uma ideologia completamente antagónica da minha, o tenha de ver com maus olhos, antes pelo contrário, tenho por ele muita estima, assim como muita admiração!
 
Este é um apanágio de muitos lanhesenses e um facto que tenho constatado ao fim destes doze anos de vivência nesta aldeia! Muitos são os que não conseguem dissociar política, da vida e amizades particulares, e ocorrem criticas, muitas vezes injustas, e grandes inimizades, só porque quem vem comandando a edilidade está conotada com este ou com aquele partido político, ou porque fulano é PSD e beltrano PS...entre outros! 
 
Peço desculpa por alongar-me, mas este assunto merece ser desenvolvido num tópico preparado somente para este efeito.
 
Tinha de fazer a referência, pois, considero incrivelmente ignorante que só pelo simples facto de duas pessoas estarem em lados opostos, politicamente falando, tenha de se desenvolver uma inimizade, muitas vezes, grotesca! Eu próprio e não é segredo para ninguém, não partilho de todo os ideais de direita e quem me conhece, sabe bem, que sou um esquerdista nato, por vezes intolerante, é certo, mantendo um sadio "ódiozinho de estimação" pelo PPD/PSD (assim como pelo Benfica...eh eh eh) e outros partidos que nem me merecem referência. Mas só por este simples facto não vou deixar de participar nas actividades lúdicas que a minha aldeia me proporciona, só por serem organizadas muitas delas pela "malta" afecta ao PSD, nem muito menos cultivar boas amizades, só por causa de diferenças ideológicas!  
Era o que mais faltava! 
 
Bem...se escrever aqui, que fui acusado por um lanhesense de esquerda e que sei, não participa em nada das actividades culturais da aldeia, participação cívica igual a zero, estando sempre pronto a criticar o que por vezes nem passível de criticar é, não estarei a mentir. Como referi anteriormente, se escrever o que esse mesmo senhor me disse, só pelo simples facto de ter participado com orgulho [por exemplo], na Festa no Milheiral, assim como em outras actividades e passo a citar - Tu também já te vendeste a esses gajos do PSD! - fiquei, claramente pasmado! Felizmente o meu arcaboiço linguístico e físico aguenta bem com estas provocações e aqui lhe respondo à letra.
 
A minha ideologia jamais se venderá, muito menos a politiquices de aldeia, politiquices de algibeira e, tal como alguns (poucos) grandes homens deste país, entretanto falecidos, manter-se-à para todo o sempre, findará comigo, quando este meu corpo  morrer. Uma vez de esquerda, esquerdista para sempre! Coisa rara nestes tempos modernos, em que se muda de clube tão facilmente, como quem troca de cuecas...
 
Agora, por este facto, não vou deixar de participar na construção de uma aldeia mais justa, mais próspera, mais bela, só porque no poder local se encontra gente conotada com ideologia tão díspar da que professo! Criticar construtivamente, criticarei sempre que achar que o deva fazer, a isto se chama - cidadania! Criticar somente pelo "bota-baixismo rasca" como alguns o fazem, isso, a minha inteligência não o permite! Voltando à Festa no Milheiral, é certo que de grosso modo, quem nela participou sente simpatia ou milita mesmo até, na direita, e estavam lá muitos que não escondem a sua ideologia, talvez os mesmos, que se fosse a esquerda a organizar esta festa, por sua vez lá não estariam, mas, estava também lá eu e alguns mais como eu, nomeadamente a minha família, que posso afirmar sem falsos pudores, em nada pensar como a direita, muito menos professando os seus ideais ! Mas estávamos! Fica aqui o meu exemplo! Não me senti envergonhado em participar desta festa, nem tão pouco vou agora fazer a cruzinha no dia do voto, naqueles que diferem (ideológicamente) de mim, só por participar em certas actividades; antes pelo contrário, mantendo-me fiel a mim mesmo e ao meu modo de pensar, senti-me foi, orgulhoso por ver este povo em festa, nela participar com alegria e aqui no SSVSA poder divulgá-la! Tenho pena que muitos não tenham participado, somente pela festa ser organizada pela edilidade, pois se tivessem ido nesse dia ao Parque Verde, a moldura humana e multi-culturalidade de pensamentos e modos de estar na vida, seria ainda mais diversificada, deixando alguns quantos de cara ao lado, com  o simples facto da nossa presença! Assim se combate a ideologia contrária à nossa, com participação frontal e nunca pelas costas, mal dizendo este e aquele, cobardemente! Há que saber separar as águas...e no final de tudo quem fica a ganhar? Todos, claro está! Fica a ganhar a comunidade! Mentalizem-se que a política só serve para uma coisa, fomentar a qualidade de vida das comunidades! Quem pensa o contrário, está completamente equivocado e tem o exemplo neste país, Portugal, que não tarda nada comemorará os seus novecentos anos como país independente mas que neste momento, vitima de muitos compadrios, interesses pessoais e partidários, com a ignorante conivência do povo, arrisca perder a sua soberania, encontrando-se na bancarrota e dependente da ajuda de terceiros! É triste não é...??? 
 
Como pode este lanhesense ver, não estou vendido, antes pelo contrário; fidelíssimo como sempre ao meu modo de pensar e àquela que é a ideologia que professo, de esquerda e laica, inteligente e activamente vou participando da construção de uma aldeia [Lanheses] de todos e para todos, partidarismos e interesses pessoais à parte! Interesses pessoais??? Ainda por cima eu, completamente desprovido de pretensões particulares. A minha única pretensão particular, enquanto vivo, é a de querer conhecer este mundo, este planeta azul e ser feliz!

Assim me sinto livre, livre como a àguia que voa nos céus e vai para onde quer, para onde lhe apetece!
 
"Por mais que custe"  (falando em termos políticos, em termos pessoais nada custa) ver um trabalho a ser desenvolvido muito positivamente pela direita, temos de ter o discernimento de inteligentemente concordar, que este executivo tem feito um trabalho muito, muito, positivo, com muita qualidade até, nos mais variadíssimos campos e que Lanheses, em tempos de muita crise e de muita dificuldade, tem conseguido superar positivamente as dificuldades que se lhe apresentam pela frente! Quem a viu e quem a vê!!! A lucidez de pensamento, quanto a mim, é uma das principais faculdades mentais, das que o ser humano dispõe...utilizem-na!
 
Mas...muitos lanhesenses ainda não se permitem a esse exercício mental...esqueçam, por algumas ínfimas vezes, as politiquices da treta e do costume!!!
 
 
A resposta, é óbvio, levou-a este lanhesense, logo ali na fuça...frontalmente e na presença de muitos!
 
 
 
 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Outono...

Haverá tanto para dizer acerca do Outono, a estação do amarelar e cair das folhas das árvores, das castanhas assadas, dos dias mais pequenos frios e chuvosos, estação do "desenterrar" do fundo do baú as roupas mais aconchegantes, estação do regresso às aulas para os mais novos...enfim...uma panóplia de fenómenos que compõem esta estação do ano!
 
Não me quero alongar muito em palavras, quero apenas deixar uma imagem outonal, do vale da Serra d´Arga para todos os que estão fora da sua terra natal e para os que cá estão também, como é óbvio, numa espécie de testemunho de que o Outono, aqui em Lanheses, chegou típico e característico, com muita chuvinha à mistura e temperaturas muito frescas!
 
 
 
 
Sob um céu carregado de nuvens cinzentas, o Outono, chegou em força a Lanheses e ao Vale da Serra d´Arga. Uma imagem propositada, para todos quantos queiram matar saudades da terra natal e da bela visão que é, o visualizar do promontório da Senhora do Minho!
 
 
Abraço do SSVSA, aos lanhesenses que andam pelo mundo!
 
 
 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Pela ECOVIA!

Sábado à tarde, na transição do Verão para o Outono, entreti-me a dar coça nas pernas e o programinha estava traçado. Uma bela passeata entre Lanheses e Ponte de Lima, de bicicleta, pela margem do Lima, acompanhando o seu belo curso, embrenhado em lindas e verdejantes paisagens, as que compõem a Ecovia.
 
Ainda não tinha feito este trecho de via, apesar da curiosidade que há muito sentia e foi desta vez que o fiz. Fiquei deveras surpreendido! Quer pela beleza da paisagem onde esta Ecovia se insere, quer pela facilidade com que na mesma se rola, em ritmo pausado, como aquele que empreguei (a minha paupérrima ginga não permite grandes veleidades), levando companhia comigo (não, não foram os peludos), quer a ritmo mais acelerado, como alguns ciclistas que se cruzaram ou me ultrapassaram, em prática de BTT.
 
Posso afirmar, pelo que experimentei, que o troço da Ecovia de Lanheses até Bertiandos, [para mim  o mais belo], se revela mais rústico, com o caminho que a serve em terra batida e ladeado sempre por frondosa vegetação de um lado, e pelo Lima do outro. Impressionante é o desnível de terras que se verifica no trecho de rio pertencente à aldeia de Fontão! Inacreditável como esta margem se apresenta! Antes de chegarmos a Bertiandos o troço da Ecovia, afasta-se ligeiramente do rio e por uns bons metros circulamos por entre duas enormes "paredes" de milho em que nada mais se consegue vislumbrar. Estamos nesta altura a atravessar a famosa recta de Bertiandos, servida pela sua veiga ultra cultivada! Após Bertiandos, entramos em troço revestido a confortáveis (o rabo agradece) placas de cimento para não mais as abandonarmos até alcançarmos a vila mais antiga do País! A paisagem mostra-se extremamente bela também, especialmente nas zonas de Santa Comba, onde o extenso arvoredo de mãos dadas com o Lima, compõem cenário idílico! Depois...depois é chegar a Ponte e ver tudo aquilo que já todos conhecem e que aqui não quero nem preciso publicitar. Uma palavra de desalento ao verificar em Bertiandos, o atentado ambiental, que há muitos anos ali foi cometido no leito do rio, a mostrar-se totalmente destruído, como sempre, pela ambição humana! Uma nota triste, refira-se!
 
 
 
Em Fontão...
 
 
...idem...
 
 
 
 Bertiandos.
 
 
 Pausa para um belo e refrescante Sumol de laranja, num rústico bar que serve a Ecovia...
 
 
 
Ponte de Lima.
 
 
Panorâmica!
 
 
Atravessando o Arnado...
 
 
Agora, meia-volta e toca a pedalar de volta para Lanheses! - Xiça...o tio é mesmo doido! Ufaaaa...
 
 
Como a mãe-natureza quis que eu não desse fruto, optei por fazer a Ecovia acompanhado da minha sobrinha (companheira de passeios) que adorou a experiência, mas afirmando no entanto, que para a próxima vai somente até Fontão...(risos)...bom...duas horas e qualquer coisa depois, pedalando e parando para apreciar devidamente a maravilhosa paisagem que se vê da, e na Ecovia, lá chegamos a Lanheses ao cais do rio Lima onde deixei a descansar a J5; depois de um bruto trambolhão por parte da ciclista mais pequena, quase, quase, a chegar à "meta", umas quantas arranhadelas nos joelhos e nas mãos, uma avaria nos travões da minha  MPOWER solucionada árduamente junto às águas do Lima, dois volumes de nicotina e de alcatrão que saíram pelos meus pulmões fora, mas felizes por termos visto aqui bem pertinho de casa, paisagens tão belas e locais tão encantadores, o passeio pela Ecovia, estava terminado! Ufaaaaa...(diz a Tatiana).
 
Recomendo vivamente  e aconselho a que levem a máquina fotográfica, pois existem ao longo desta Ecovia locais mais que dignos de serem fotografados! E cuidado com a "nata" do BTT (uma praga dos tempos modernos), alguns deles autênticos "ferraris das ecovias" montados nos seus caríssimos "corcéis" circulando a velocidades estonteantes, que a minha "baratucha ginga", quando comparada com as deles, não permite e tão pouco também, os meus poluídos pulmões!
 
Desfrutem!
 
 
 
 

sábado, 22 de setembro de 2012

Poema de autor lanhesense!

Pela festa no Milheiral, fiquei deveras comovido com a majestosa actuação do grupo de cantadeiras de Lanheses, para quem os anos não parecem passar, não fossem algumas rugas visíveis naqueles finos rostos atestando o passar dos anos, diria que estas mulheres de lanheses com tanto vigor e alegria contagiantes, seriam antes, jovens em plena mocidade...  
 
Estes dias passados, sem que o esperasse, fui visitado por uma destas belas mulheres, que timidamente me veio apresentar uns versos de sua autoria (talvez conhecendo o gosto que tenho pela poesia, seja de que tipo for) no intuito, caso me interessasse, em partilhar com todos aqui no blogue. Tenho por esta lanhesense, um carinho muito especial, pois a imagem que me transmite é a de uma mulher de armas, de luta, que fez pela vida, trabalhou muito, criou os filhos (quis o destino que viesse, com surpresa, anos depois, a reencontrar a sua filha que não via desde os tempos do liceu, quando frequentamos a mesma escola), mas nunca deixou de lado o gosto pela representação e pelas lides do intelecto. Tenho-a como pessoa de inteligência invulgar aliada a uma capacidade teatral invejável, sobretudo quando somos confrontados com os seus lindos e enormes olhos esverdeados, tão brilhantes, resplandescentes de vida...Helena Brandão...este nome poderá dizer a cada um de vós, muito mais que aquilo que poderá à minha pessoa dizer, e certamente muitos de vós a conhecem muitíssimo melhor do que eu (cá está a minha faculdade de forasteiro a funcionar), no entanto não me passa incólume a teatralidade e génio desta mulher de Lanheses e a forma tímida e delicada sempre que dialoga comigo...um encanto!
 
Não me vou alongar em adjectivos, que qualifiquem este ser humano, até porque muito haverá por certo, de positivo a dizer desta mulher, mas teria aqui linhas e linhas para escrever e não chegaria um tópico como este, para desenvolver um retrato de tal personalidade. Vou ao que interessa e ao que esta mulher me deixou, e que no Milheiral não consegui ver na íntegra, pois como lhe disse pessoalmente, e é verdade, a comoção ao vê-las actuar toldou-me os sentimentos e comovido tive de me afastar por momentos...lamento...mas sou assim!
 
Passo a transcrever, na íntegra, o poema de Helena Brandão, lido e teatralizado na Festa no Milheiral:
 
 
Rio Lima, o teu encanto
é nobre a tua doçura.
por isso ainda és procurado,
pela tua enorme frescura.
 
Não havia discotecas,
no meu tempo de menina.
Mas passava bons momentos,
nas margens do Rio Lima.
 
Quando eu banhava os pés,
tu me fazias carícias.
Rio Lima, que saudade
eu tenho dessas delícias.
 
Eu pastava animais
e também lavava roupa.
Nas tuas águas, ó Lima,
pois em casa era pouca.
 
Roupa lavada e branquinha,
torcida por minha mão.
Nas tuas águas, ó Lima,
nem precisava sabão.
 
Quando ia lavar roupa,
ó Lima, nas tuas águas.
Eu sussurrava baixinho,
confessando minhas mágoas.
 
Minhas mágoas eram tantas,
que eu só a ti confiava.
Tantos beijos que me deste,
enquanto eu roupa lavava.
 
Enquanto lavava roupa,
nas tuas margens, ó Lima,
admirava os belos barcos
rio abaixo, rio acima.
 
Barqueiros no Rio Lima
passavam com persistência.
Era uma tarefa árdua,
para a sua sobrevivência.
 
Todo o dia, o barqueiro
remava o seu barco à mão.
Não podia descansar,
era o seu ganha pão.
 
Esperada a maré alta,
um belo barco, à vela chegava.
Era o do Tio Carolino
que diversos transportava.
 
Carregado de mercadorias
das feiras de Ponte de Lima.
Chegava o do Tio Rochinha,
em que ele tanta estima tinha.
 
De manhã muito cedinho,
via o Augusto da Clara.
No seu barco silencioso,
na pesca da lampreiada.
 
Sempre o Abel do Ferreiro
presente na sua barquinha,
pois adorava pescar
a saborosa tainha.
 
Eu ainda estou lembrada
e recordo com carinho
ir a Geraz do Lima buscar soro,
no barco do senhor Coutinho.
 
E o do Tio Zé Badalheiro
ó que saudade tem o povo!
Todos estes barqueiros já partiram
e tu, Lima, estás sempre novo.
 
Nas noite frias de Inverno,
de peneiras e lampiões,
lá iam os lanhesenses
para a pesca dos manjões.
 
Também ainda me recordo,
em Domingos e feriados,
no areal os piqueniques,
por todos tão desejados.
 
Hoje mais nada nos resta,
que esta bela recordação.
Mas para nosso maior consolo
Temos o Água-arriba feito pelo Manuel João.
 
 
(Da autoria de, Maria Helena Agra Gomes Brandão)
 
 
 

 
Á autora, o meu agradecimento por se lembrar deste espaço virtual e da minha pessoa, a quem cumprimento daqui com um abraço de admiração e um grande beijinho de respeito, por tanta e por tão inteligente jovialidade!
 
 
Aquando da leitura destas belas quadras, no palco do Milheiral!
 
 
Sempre que o queira, este é um espaço aberto à sua brilhante participação!
 
 
 
 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Adeus, Verão de 2012!

Caminhei durante algum tempo na veiga, ao final da tarde de hoje, propositadamente a horas mais tardias na tentativa de não me encontrar com alguém pelo caminho que eventualmente desvirtuasse este meu passeio, pois, com este hábito que criei, tirei este fim de dia para sozinho me despedir do Verão, precisamente no local que mais amo em Lanheses, a veiga e o rio; estação esta que termina hoje, cedendo lugar ao Outono, quando amanhã Sábado, pelas 14.40h (mais minuto menos minuto) entrar no calendário a estação do amarelar e cair das folhas das árvores.
 
Triste, fui-me deparando com um céu escurecido por nuvens altas, pensei que este ano não teria sorte e o Sol não apareceria no céu, por trás das nuvens, para me dizer adeus [no Verão], enquanto caminhava pelo também escurecido caminho da veiga. No entanto, a sorte bateu-me à porta e uma brecha nesse céu escuro, em tons de cinza, se abriu, e o Sol sorriu...sorriu esplendoroso, forte, e veio aquecer o meu corpo, o meu rosto, e sorri...sorri com a incrível conivência com que a natureza me resolveu premiar e com a autorização que me deu  em que me despedisse do Verão, tal como  queria e tal como anualmente o vou fazendo.
 
Hoje, não tinha a Fuji comigo, mas tinha o meu android e não quis deixar de retratar a veiga neste dia e nestes minutos muito especiais onde o Sol, por entre nuvens carregadas, sorria para mim! E claro, não esquecendo também o blogue, onde agora retrato esses doces momentos! Como disse anteriormente, uma grande brecha se abriu no céu, mas aos poucos se foi fechando, como se vê nas fotografias abaixo postadas e que atestam a minha despedida do Verão. Tal como esta brecha no céu que se foi abrindo e aos poucos depois, foi cerrando novamente, até que eclipsou totalmente a nossa estrela, assim foi o Verão, luminoso e brilhante ao princípio no seu começo, para agora, passados meses se eclipsar entre nuvens no seu fim.
E como gosto do Verão e da Primavera! Como gosto dos mergulhos no Lima, da pele bronzeada pelo Sol, do calor, da praia e dos mergulhos no mar, dos chinelos calçados, nada de meias a aquecer os pés; como gosto de usar muito pouca roupa, uma simples t-shirt de alças e uns curtíssimos calções de banho chegam perfeitamente, como gosto dos dias grandes e quentes, das férias, dos românticos e luminosos finais de tarde e fundamentalmente, como estas duas estações do ano me deixam feliz e de espírito alegre...É um hábito que cultivo há muito tempo, festejar alegremente a entrada da Primavera e melancolicamente o fim do Verão...chamem-me louco, se quiserem, mas se o sou, à minha maneira meio estouvada de ser, sei-o...sou feliz...
 
 
Aí, sentado sobre as ervas do Parque Verde admirando este céu, ocorreu o meu melancólico adeus ao Verão de 2012!
 
 
 O momento em que o Sol sorriu para mim...
Que luminosidade forte a contrastar com o céu cinzento...
 
 
Por trás de mim, o Sol sorrindo, iluminou esta paisagem maravilhosa...
 
 
...e me brindou com esta bela imagem...
 
 
Sentei-me nas verdes ervas do Parque Verde...
 
 
...e ali fiquei despedindo-me do Sol, despedindo-me do Verão...
...enquanto este (o Sol) se escondia de novo nas nuvens...
 
 
 
 
...para me dizer até amanhã...
 
 
E eu, contemplando a mãe natureza e todo este espectáculo imponente, dizendo num sussurro, num murmúrio e soltando um lamento também - Adeus Verão de 2012!
 
 
Amanhã, quando voltar à veiga de novo, provavelmente já será Outono...
 
 
 
 

Aula de dança -JADANÇA - Casa do Povo Lanheses.



Para os eventuais interessados se divulga:






NOVA TURMA - NÍVEL (0) INICIAÇÃO
Com o objectivo de promover a criação de uma nova turma de dança, informamos todos os interessados que a nossa escola vai realizar uma AULA EXPERIMENTAL GRATUITA de Danças Clássicas, Latinas e Danças Afro-Latinas (nível 0) , no dia 3 de OUTUBRO (Quarta-feira) às 21h, no Salão da CASA DO POVO DE LANHESES - Viana do Castelo.
Agradecemos a divulgação desta mensagem, a todos os potênciais interessados.


 
Apareçam sem compromisso, tragam amigos e venham aprender a dançar com a Academia JADANÇA.


 
Contactos:
Tlm. 96 904 64 57 - 93 675 28 22


 
 
 


 
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

HUMOR...

Um pouco de humor...contemporâneo destes dias que se têm vivido, frenéticos, no que toca ao campo político, e que não resisti a publicar aqui no blogue...
 
 
 
 
(risos)...eh eh eh
 
...assim vai este cantinho à beira mar plantado...
 
 
 
 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Verão que se despede com calor...

É verdade! Este Verão está por dias e vai-se despedindo de nós com tempo quente, muito quente mesmo, convidativo até e ainda, a uns quantos banhos nas já mais frescas, águas do Lima, fazendo deste mês de Setembro um mês seco e caloroso, onde se pôde sentir mais calor, que em certos dias dos meses de Agosto e de Julho! Nestes dias, com tempo soalheiro, os finais de tarde junto ao Lima, são deliciosos, calmos, serenos e banhados por um colorido avermelhado transmitido pelo Sol, que se sente, já está "mais baixo" e uma excelente altura também, para se tirarem algumas boas fotografias, retratando a beleza dos finais de tarde em fim de Verão e as belezas naturais desta aldeia que é Lanheses.


 
A Fuji estava comigo, e claro, não deixei escapar este momento!
 
 
 
 
 
As marés vivas, típicas de Setembro galgam a margem e abraçam os salgueiros da margem do Lima...
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A extrema serenidade que nos transmitem estas imagens! Não substituem a realidade física, é certo, e só quem como eu, esteve sentado no chão em madeira do passadiço do cais do rio Lima apreciando esta bela paisagem, vendo o Lima correndo calmamente para o mar, se pode aperceber da beleza e da calma que imperam nestas horas, ao fim da tarde, com o Verão a despedir-se de nós...no entanto, partilho com todos aqui no blogue, pois seria um tremendo egoísmo da minha parte em não publicitar toda a beleza que uma imagem pode traduzir, de um fim de tarde, junto ao Lima e em Lanheses...com este Verão que se despede de nós com calor!
 
 
Por este facto,  o adeus ao Verão, a melancolia vai crescendo em mim...e como os dias têm diminuído em duração, já se apercebeu?
 
 
 
 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Às voltas com um insecto.

Andei entretido e rodopiando arbustos e finas ervas, em voltas meio malucas com um insecto invulgar, de difícil visualização, mas que desta vez, não escapou à objectiva da Fuji, por mais que se camuflasse entre as já referidas, verdes ervas, junto ao rio Lima.
 
Quando dava a minha voltinha habitual pela veiga de repente os meus olhos detiveram-se perante a presença imponente, embora lesta, de um grande insecto que se movia lentamente na terra do caminho da veiga, junto ao Lima, tentando, quando confrontado com a minha presença, escapulir-se rapidamente para o emaranhado de verdes ervas, tal e qual como a sua coloração numa prodigiosa demonstração de mimetismo, ou seja, disfarce natural. O pobre bicho, não só não conseguiu evitar-me e enganar-me, escapulindo-se entre a folhagem, como ainda andou uns bons minutos, numa espécie de jogo do gato e do rato, ora escondendo-se, ora mostrando-se, perante a objectiva da minha Fuji. Curioso, foi o facto de não ter voado, ainda por cima, sendo um dos insectos autóctones da nossa fauna, que apresenta um dos voos mais espectaculares entre todas as espécies que polulam por estas bandas e que muitas vezes é usado como defesa aos ataques dos seus predadores naturais, entre eles os morcegos e vespas. Aproveitei este encontro particular e saquei algumas fotografias de modo a partilhar aqui no blogue, a presença sempre agradável de visualizar deste insecto. Falo do Louva-a-deus (Mantis religiosa).
 
Este curioso insecto, foi baptizado com este nome, precisamente pela postura e constituição do seu corpo que se mantém erguido nas quatro pernas traseiras (que o ajudam a saltar, caminhar e ao voo) e dois grandes e fortes "braços" dianteiros que se mantêm erguidos, mas flectidos e faz lembrar que está rezando, daí o seu nome. É um animal carnívoro, que se alimenta de outros insectos, como moscas, mosquitos, entre outros e sendo muito frequente a sua presença em jardins e canteiros que ocorrem em moradias na aldeia e junto ao campo, sendo que neste aspecto, se reveste de grande utilidade para o homem, nomeadamente no controlo de pragas, como as tão famigeradas moscas e os sempre incomodativos mosquitos. É um animal com um apetite voraz e que em poucos segundos devora a sua presa, que segura com os seus famosos braços dianteiros, começando pela cabeça para no final devorar vorazmente todo o corpo da mesma.
 
 
Em pleno caminho da veiga.
 
 
Onde está?
 
 
A sua admirável capacidade, o  mimetismo.
 
 
Quando dois machos se encontram é bom que um deles fuja, pois caso contrário o confronto será inevitável e a luta será até que ocorra a morte de um dos participantes na refrega. Uma das suas mais grotescas características naturais enquanto ser vivo, é a terrível morte do macho, quando acasalado com a fêmea, que em pleno coito devora a sua cabeça; este por sua vez acaba por morrer (claro) não sem que antes o seu corpo continue apto a finalizar o coito e em seguida, findo este, ser devorado na totalidade pela fêmea, que após este autêntico assassínio, dorme um sono relaxada na tal posição tão característica. Segundo os estudiosos, este facto permite que a postura e fecundação sejam mais efectivas e em maior grau de sucesso. Dramas da natureza e da propagação das espécies! Ainda bem que com os humanos a coisa corre de modo diferente...imagine só...uiiii! 
 
Fica o registo deste admirável animal, que na sua cabeça tem cinco olhos, um corpo extraordináriamente elegante e um poder impressionante, quando comparado e inserido no reino animal em que se insere, o dos insectos.
 
Quando vir um destes insectos no seu quintal,  não se assuste, nem tão pouco o mate, pois terá nele um precioso aliado em controlar todo o tipo de mosquedo que costuma rondar as nossas moradias!
 
 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Uma mão cheia de...cartuchos!

Ainda há poucos dias atrás referia aqui a célebre frase de Irene Lisboa e hoje de novo, sem querer ser repetitivo, a cito de novo, apenas na sua metade, acrescentando uma simples palavra - cartuchos - dando azo ao que andei a fazer na veiga aqui há dias e desde que se iniciou a tão famigerada época de caça.
Não tenho nada contra o caçador enquanto pessoa anónima, aliás, conheço alguns com quem até me relaciono muito cordial e educadamente; o mesmo não posso afirmar do desporto que praticam, o qual abomino e que já não deve ser novidade para ninguém. Bem, adiante. Gostos são gostos e não se discutem. Andava entretido estes dias em busca de cobras na veiga, na tentativa de as conseguir fotografar e depois publicar aqui no blogue na tentativa de desmistificar um pouco os errados e infundados mitos que se criaram em torno deste réptil, quando na total ausência destes seres esguios e rastejantes os meus olhos começaram, entre aspas, a tropeçar numas formas cilíndricas depositadas no chão, de várias cores. Aninhei-me e apanhei uma dessas coloridas formas. Era um cartucho vazio usado em arma de caça que foi deixado ao abandono. Num ápice rodando sobre mim próprio, o meu olhar foi-se detendo em muitos outros, no chão abandonados também e comecei a apanhá-los e enfiá-los nos bolsos que as minhas bermudas, usadas nesse dia, permitiam armazenar. Já aqui tinha referido a extrema dificuldade que a natureza tem em reciclar estes pequenos depósitos de plástico, assim como a contaminação do solo com chumbo e por reacção em cadeia, das espécies animais que por ali deambulam e que dependem deste habitat e nele se alimentam e se contaminam ao ingerir quantidades deste metal. Mas continua a haver quem não se preocupe com isto (e não tomo todos pela mesma medida) e continuam a surgir, semana após semana de caça, grandes aglomerados abandonados destes objectos, altamente poluentes.
 
 
O primeiro objecto colorido que me chamou a atenção...
 
 
...para logo de seguida ver outro...e outro...e outro...
 
 
...e juntá-los na minha mão, para depois armazená-los nos bolsos das minhas bermudas!
 
 
Seis bolsos cheios de cartuchos vazios depois, fui depositá-los nos recipientes destinados a recolher lixo e que estão colocados junto ao Parque Verde. Não me estou a arvorar aqui, em senhor da verdade, ou mais inteligente que alguém; longe de mim tal propensão, nem tão pouco quero com este tópico, insultar ou ferir susceptibilidades em alguma pessoa, apenas tão e somente quero alertar todos quantos se possam interessar e preocupar com estas questões, que tomem, quando avistarem estes objectos abandonados no chão, a mesma atitude que eu tomo por muitas e muitas vezes.
 
 
A bem da natureza, do ambiente e do magnífico trabalho que a edilidade lanhesense tem realizado com muito custo e sacrifício, nesta bela área da nossa aldeia!
 
 
Agradecido!
 
 
 
 

Que confusão no Galinheiro.

Batem Portas, fogem Coelhos
em sujas Relvas rastejando
e o rei Gaspar anunciando,
dureza, com seus olhões vermelhos,
e aquele, que de Mota, para lá ia... 
vai de Audi no momento,
com pompa chega ao parlamento
e fortes cortes, no RSI anuncia...
ideias deu e colaborou
armado em Robin dos Bosques
dando aos ricos, o que aos pobres roubou,
-cuidado ó meu, foge de frosques!
Os ovos ficam reservados para a Cristas
arremessados em pleno ar
agora tentando não dar nas vistas
porque para a agricultura, nada há a anunciar...
e também há o Álvaro, gorducho, forte,
que não manda coisa nenhuma
que se lembrou de mais um corte
mas que não resulta em coisa alguma...
E depois há outros tantos, tantos
que nem sei o que lá fazem
votos nulos, votos brancos
e que de novo nada trazem...
 
Mais engraçados foram os dois galos
que se pegaram, lá no poleiro
que barafunda...gritos, berros, tudo a estalos...
que confusão no galinheiro!
Assim vai esta direita
do mesmo modo, esta coligação
que moribunda e desta feita
vão arruinando esta nação!
 
Ficam agora de costas voltadas
amuaram as comadres
é tempo de as sujas roupas serem lavadas
é tempo de se saberem todas as verdades...
Entre entrevistas e reuniões
a culpa é de todos, é de alguém
fazendo do povo, estes pavões
pouco mais que um zé-ninguém!
 
O povo que é sempre soberano
inteligente, saiu à rua revoltado
pois já chega de tanto engano
chega de continuar a ser enganado!
 
Vamos ver no que isto dá
e se há lugar para demissões
para bem do nosso povo, seria já,
-toca a correr com estes pavões!!!
 
 
(do autor Sérgio Moreira, analisando o amuo entre parceiros de coligação governativa)
 
 

domingo, 16 de setembro de 2012

Bosque encantado...

À primeira vista, a imagem postada em seguida, mais parece retratar um bosque encantado onde fadas e duendes se passeiam sem abanar a folhagem seca que repousa no chão, onde cavaleiros de mau agoiro, vestidos de capa negra, que se passeiam nos seus corcéis negros e imponentes, atravessam céleres este caminho numa correria desenfreada para enfrentar grandiosas batalhas onde mostrarão toda a sua bravura e, onde o autor do blogue, perdido em pensamentos, entre lendas de duendes e de fadas, e perdido também, nesta realidade física, acordando como que de um sonho, vai caminhando por esta passagem, apreciando a beleza singular dos ramos dos salgueiros, dos carvalhos e amieiros, entrelaçados entre si, curvos sobre o caminho numa alameda imaginária, e da terra barrenta destas margens, rebuscadas por águas, que agora não passam ali!
 
Poderia até, o autor do blogue, imaginar mil e uma histórias acerca desse local que se adaptassem à imagem que aqui retrata neste espaço, mas não é nada disso! Trata-se, tão e somente, do leito seco do regato "Olho" bem a montante da monumental Ponte de Linhares, onde águas correm por alturas do Outono e do Inverno e que agora, se encontra seco, tal o calor que se vem sentindo neste calmo mês de Setembro!
 
 
 
 
A singular beleza deste bosque incute no autor do blogue, sempre que por ali se passeia, pensamentos e mil e uma histórias de fantasia, quimeras loucas e desvarios mentais, até o podem afirmar, mas como, em local tão belo, é tão bom dar asas à imaginação e sonhar...chamem-lhe louco...pouco importa!
 
 
Voltam as fadas, voltam os duendes, e o autor do blogue, conversa agora com eles em pleno Bosque de Linhares...
 
 
 
 

sábado, 15 de setembro de 2012

Que se lixe a TROIKA...

Esta é uma corrente que se enlaçou e vai enlaçando dia-a-dia que passa, numa verdadeira esperança para o futuro, que espero, mude, e que todos possamos vir a gozar dias de felicidade e de paz, gozando livremente esta vida assim como assistidos por todos os direitos inalienáveis que se foram conquistando com muito sangue, suor e lágrimas, ao longo dos séculos. Que se lixe a TROIKA! Que se lixe a NATO! Que se lixe WALL STREET! Que se lixe a UE! Lá no alto dos seus poleiros eles bem sabem que estas correntes vão mudar o mundo, mais cedo ou mais tarde; uma transformação que vai durar anos e anos, mas que vai mudar mentalidades. Que terminem e nunca mais venham tempos de ignorância! 
 
 
 
 
 
PORQUE O POVO E OS TRABALHADORES, SERÃO SEMPRE SOBERANOS...MORRA QUEM MORRA, DOA A QUEM DOER...
 
 
 
 
 

Intrigante condição humana!

Uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma...frase escrita por Irene Lisboa, que deu título a uma das suas obras mais emblemáticas, entre outras das muitas que escreveu, enquadrada com a vivência típica dos princípios do Século XX, vistos pelo olhar de uma mulher, que vivendo num mundo de homens pelos mesmos nunca se deixou subjugar, que chegou a usar três pseudónimos masculinos para poder continuar a escrever e publicar a escrita que tanto amava e que era a sua vida. Mulher, que nunca se deixou resignar, ainda como agravante, ter vivido em tempos de pleno Estado Novo, tempos em que a liberdade de expressão era nula e a emancipação feminina, uma miragem bem longínqua no horizonte de cada um destes belos seres...a mulher!
 
Esta frase associada à imagem que posto em seguida e que me deixou pensativo durante alguns minutos, quando a visualizei, vem realçar a minha dúvida quanto à intrigante condição humana, o que somos e para que destino ou fatalidade caminhamos, todos...humanidade...
 
 
 
 
 
 
Logo em jeito de resposta à frase postada na imagem, me surgiu no pensamento a frase de Irene Lisboa, e uma das mais fortes que conheço no léxico português...
 
 
UMA MÃO CHEIA DE NADA, OUTRA DE COISA NENHUMA...