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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Um adeus a este Janeiro!

O autor do blogue não é homem dado a grandes sentimentalismos, no que toca aos meses do ano, embora como homem que é, gostos sente, e haverão porventura alguns meses que muito lhe digam em detrimento de outros que lhe digam nada! Janeiro é um deles! Primeiro mês do ano nos calendários juliano e gregoriano em homenagem feita pelos romanos a Jano, Deus do começo, Deus do início de tudo. Janeiro é o primeiro de todos os meses! Este mês de Janeiro para o autor do blogue foi especial, principalmente a última quinzena, com o realizar dos preparativos para o SABORES de INVERNO, o gerir das inscrições, do percurso a seguir, a terrível expectativa de que haveria ou não povo lanhesense interessado em participar, e toda uma panóplia de fait-divers que martelavam a mente do autor do blogue e não o deixavam descansar.
 
E Janeiro é fundamentalmente, para o autor do blogue, o mês em que melhor se podem apreciar as cores da natureza, que se mostram virgens nesta época, humedecidas por finas gotas de água que pairam no ar! Janeiro é o mês em que o arvoredo deste país que o autor do blogue tanto ama, se cobre de líquenes e de musgos, se desfolha e onde as árvores que ocorrem à beira da estrada por entre a névoa invernal mais parecem espectros olhando para quem por elas passa! A paisagem adquire contornos quase fantasmagóricos, mas nestes também temos de reconhecer, tremenda beleza!
 
Pensando ainda no SABORES de INVERNO, o autor do blogue, lembrando o rosto feliz de todos os que com ele se atiraram á estrada, numa aventura invernal, mas tremendamente bela, atravessando belas paisagens por não menos belas zonas, deixa um pedido de despedida para Janeiro, que findará daqui a poucos minutos:
 
- Vá, passeie! Junte o útil ao agradável, reúna quem ama, a família, e explore cada cantinho deste nosso Portugal tão belo e ao mesmíssimo tempo com tanto para se visitar, com tanto para se descobrir e como dizia Saramago, "a viagem não termina nunca".
 
Por isso o autor do blogue aconselha, quem já aconselhado está, mas não se cansa de o afirmar:
 
- Descubra-se a si prórprio e aos seus viajando...terá enormes surpresas!
 
Janeiro deixa saudades na mente do autor do blogue e se saudoso está, é sinónimo de que gostou do primeiro mês do ano! Este é um adeus a este Janeiro! Gosta quem ama, detesta quem odeia, e o autor do blogue já sente uma espécie de saudosa saudade de Jano, o primeiro...
 
- Até já...
 
 
 
 

SABORES de INVERNO. Foi assim...(3ª parte).

(continuação)

Quem segue pela M308, saindo de Montalegre com destino a Pitões das Júnias, pode apreciar uma das mais singulares paisagens que o olhar pode observar e se há pouco atrás o Mercedes circulava no sentido Oeste-Este, com o Barroso à sua direita e as tremendas fragas do Gerês à esquerda, agora nesta estrada municipal, seguindo o sentido Este-Oeste, tudo se altera e quase como num passe de mágica, temos agora o Gerês à direita e o Barroso à esquerda. Esta municipal quando foi criada, foi-o com o intuito de ligar todas estas aldeias e vilas de importância menor, a governativos olhos, porque aos olhos do autor do blogue todas elas são importantes, cada uma à sua maneira, sendo quase paralela por um punhado de quilómetros à EN103. No entanto, talvez marca das elites nacionais, que tudo iniciam mas nada terminam, esta estrada nunca terminada, é como uma manta de retalhos, ligando imensas populações serranas, mas sem um fim definido que cumpra um propósito. O autor do blogue conhece-a muito bem, já por aqui circulou inúmeras vezes conduzindo o seu velho Golf negro e outros depois, e consegue traçar uma rota bem definida, com término na barragem de Venda Nova, onde a M308 entronca novamente com a EN103. A paisagem por aqui adquire contornos de beleza singular e se no Verão, por aqui passear poderá parecer estóico, tal o tórrido calor que se pode fazer sentir, não sendo de estranhar que o mercúrio dos termómetro chegue com facilidade aos quarenta graus, no Inverno, é quando a mesma deve ser visitada, onde, quem conduza por este pavimento alcatroado de boa qualidade, se deparará com os verdadeiros tons do Inverno, onde abundam os ocres e vermelhos, dos arvoredos  e arbustos cobertos de líquenes e desprovidos de folhagem, que se erguem estáticos no ar sobre chão de cor palha seca e esverdeada, tornando esta paisagem verdadeiramente deslumbrante. Em poucos minutos o Mercedes, vindo de Montalegre atinge a aldeia de Covelães e na mesma ocorre o entroncamento que nos levará a Pitões das Júnias, Tourém, outra bela e comunitária aldeia e depois Espanha.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A bordo do Mercedes a cantoria era muita, mas, algumas vozes se calaram quando o mesmo encetou a subida em direcção aos mais altos picos do Gerês, num troço de estrada de menor qualidade, com a paisagem coberta de um branco manto de neve e com todo este grupo de lanhesenses mudo perante tal espectáculo que a natureza nos oferece ao olhar. Aqui a estrada sobe a pique ou desce vertiginosamente, consoante o sentido em que se circule e em breves minutos, os vidros do Mercedes, ficariam enevoados pela condensação e calor que o corpo humano expele, num verdadeiro atestado de que no exterior, estava frio, muito frio mesmo!

 
Tempo Invernoso...
 
 
...e paisagem branca.
 
 
Pitões, está já além, bem nos píncaros da serra do Gerês.
 
 
Mesmo antes do autocarro entrar em Pitões, novo espectáculo sem que nada fosse, com o autor do blogue, combinado. Ocupando toda a faixa de rodagem, uma grande manada de gado desfilava perante o olhar destes turistas lanhesenses, calmamente, para se deter em frente ao Mercedes, só agindo ou avançando ao toque de vergasta e aos berros da sua pastora. Aqui tivemos logo a percepção de estarmos no mais profundo de Portugal, onde o rural modo de vida ainda dita leis e pauta rurais vidas desta gente!
 
 
 
 
Em breve o Mercedes se detinha num dos largos desta inóspita aldeia, que mais parecia ser cenário de um filme de terror, tal a forma como se apresentava desprovida de vida, com excepção de um ou outro sabujo correndo no caminho encalcetado, molhados da cabeça às patas. Não se via viva alma! Em breve Pitões estaria fervilhante de vida, com este numeroso grupo de lanhesenses passeando-se pelas graníticas ruelas estreitas e esguias deste povoado. O autor do blogue consultou o relógio, estava cerca de quinze minutos atrasado em relação à hora combinada com a guia de serviço que nos mostraria a aldeia de Pitões, a Cátia, que passados breves segundos lá apareceu ofegante junto deste grupo. Enquanto esperávamos a guia Cátia, os mais novos já tinham entrado numa autêntica batalha campal onde as bolas de neve voavam céleres como se de grandes torpedos tratassem, expelidos numa qualquer guerra! Guerras existem que são saudáveis e esta, desta forma tão guerreada conotou-se como muito divertida!
 
Começava assim, o último ponto de visita inserido que estava no âmbito do programa do passeio e começava também a visita guiada à mais inóspita e (há quem diga) mais alta aldeia de Portugal, Pitões das Júnias localizada a sensivelmente 1080m acima do nível do mar! Lanheses a estas horas estava bem lá no alto...
 
A Cátia conduzia-nos agora pelas cinzentas ruelas de Pitões e em breve todo o grupo se detinha em frente da Igreja Paroquial de Pitões das Júnias, edificada em honra de São Rosendo. O autor do blogue contemplou este arcaico e diminuto templo de um simples mas agradável ao olhar estilo românico e enquanto a chave não chegava para que o mesmo se abrisse para a visita, nova batalha de bolas de neve ocorreu naquele sagrado espaço! Procedeu-se também à fotografia de grupo para memória futura e a estas horas, os primeiros raios de Sol, banharam minhotos turistas em trasmontana terra, para gáudio de todos os que por ali tiritavam de frio! O vento diga-se, era cortante!
 
 
 
 
O numeroso grupo de lanhesenses. 
 
Com a chegada da chave e já no interior deste pequeno templo, foi dada a devida explicação pela guia Cátia, que sempre muito solicita apresentou esta estrutura, o culto que se profana no seu interior, em honra a São Rosendo, respondendo ás muitas perguntas que curioso grupo ia colocando. Apesar de diminuta, esta pequena orada, revela-se e apesar também da simplicidade de formas e de linhas muito aconchegante com o visitante a ficar mais espantado com a talha que compõe pequeno altar, que tem vindo a ser, de há anos para cá, sujeita a obras de restauro. No geral, esta Igreja não difere das outras mais suas primas espalhadas pelo mundo, com o desfilar de Santas e Santos colocados em altares mais ou menos trabalhados em talha, olhando para o turista mostrndo olhar sempre sofredor ou contemplativo, mirando os céus. O autor do blogue continua avesso a templos e pese a sua historicidade, os mesmos lhe passariam incólumes ao olhar e à visita. Mas, religioso povo, religiosa arquitectura edifica, e importante atestado da história, obriga sempre a visita, mesmo que a não crentes humanos olhos do autor do blogue, o desfilar de santas e de santos nada diga em rigorosa verdade!
  
 Pormenor do altar da Igreja de Pitões das Júnias.
 
 
 Cátia dando explicações aos visitantes.
 
 
 
 
 
O tempo, talvez, por aqui não passe...
 
 
A guia de serviço.
 
Estava feita a visita à Igreja Paroquial, era tempo do grupo passar ao mundo civil, deixando para trás o religioso e percorrer as frias ruelas de Pitões pelo traçado definido no âmbito do Ecomuseu, que tal como em Lanheses, esta pequena aldeia tem ao seu dispor e dispor da sua gente, como tentativa de fomentar o turismo e com ele a vinda de económico fomento. Este núcleo de Pitões das Júnias está inserido no Ecomuseu do Barroso, criado precisamente para dar a conhecer ao turista um pouco da história e culturas barrosãs e um modo de atrair e criar riqueza através do sempre importante factor turismo, quando bem explorado, como acontece nestas paragens. Começava aqui o verdadeiro petisco servido sobre bela paisagem a este numeroso grupo, com Pitões, sob o comando experiente da jovem Cátia, a abrir as suas portas de par em par mostrando-se rica em pequenos tesouros e enorme em beleza!
 
 
Alguns pormenores de Pitões.
 
 
Idem.
 
 
O Sol dando um arzinho da sua graça...tremenda paisagem esta!
 
 
Percorrendo as estreitas ruelas da aldeia em breve o grupo se detinha em frente ao forno comunitário, onde antigamente se cozia o pão para todos os habitantes da aldeia. Um edifício tosco em granito, desprovido de janelas e onde no seu interior coziam e vendiam o pão para que curiosos turistas pudessem comprá-lo e saboreá-lo. No seu interior, apesar da negridão das pedras bordadas anos a fio pelo fumo exalado da cozedura do pão, a atmosfera era de uma quente doçura, contrapondo com o frio que se fazia sentir no exterior no alto do Gerês trasmontano! O autor do blogue não resistiu e comprou também uma grande carcaça! Hoje em dia este costume perdeu-se no tempo e o forno comunitário só funciona, como bem diz a expressão popuplar, só para inglês ver, mesmo que, ali ninguém, inglês fosse! Trabalha somente em ocasiões especiais ou então, quando a aldeia sofre visita como esta, de aparatoso grupo de forasteiros!
 
 
 
 
 
 
Pormenor de casa com telhado em colmo, que ainda hoje resiste aos rigores do clima!
 
 
No quente interior do Forno Comunitário.
 
 
Padeiras vendendo o pão.
 
 
 
O porco sempre presente na cultura e gastronomia barrosãs. 
 
 
Apetitosos!?!
 
 
 No exterior do Forno Comunitário.
 
 
 
Haja alegria e boa disposição...apesar do intenso frio!
 
 
A esta fotografia, o autor do blogue chamaria, se tivesse que lhe dar um nome - a Santíssima Trindade, pai, mãe e esposa...(risos). Todos, tremenda fonte de inspiração!
 
 
Neve...neve...e um grande sorriso de Manuel Paraíso.
 
 
 
 
 
 
 
  
 Guerra...
 
 
Avançando, o grupo, entre guerra de bolas de neve, muita conversa e muitas fotografias sacadas, após curtos metros de distância, era atingido o edifício que alberga a sede do núcleo de Pitões das Júnias do Ecomuseu do Barroso. Nesta granitica casa como todas as outras espalhadas pela aldeia, composta por duas divisões, primeiro andar destinado a quem nela habitou em tempos e o rés-do-chão, destinado a albergar o gado, alojou-se por muitos anos o chamado pelos locais, "Boi do Povo". Em terra agreste e de difíceis labutas diárias, afastada de tudo e de todos, aqui se guardava o que de mais precioso Pitões tinha, o boi semental, que trazia com o seu poder fecundante abundância de carne e assegurava no tempo a sobrevivência e a garantia de abundância de animais para todos os habitantes da aldeia. Sucesso para todo o ano. Este animal era guardado pela comunidade com total preocupação e zelo, pois o mesmo significava prosperidade, significava sobrevivência e sucesso para a dificil vida de cada um. Era tratado como se de um rei se tratasse e marca identificativa de cada aldeia, aqui pelo Barroso, se faziam as famosas "Chegas de Bois", onde através da luta animal se mediam e trocavam rivalidades, forças, entre as populações das várias aldeias que estão inseridas nesta agreste região. Caso o boi de certa aldeia vencesse a refrega era sinónimo de orgulho para os habitantes desta, fazendo-se depois a festa e no caso do vencido, motivo de humilhação para ele e para todos os habitantes da aldeia a que pertencia. Haviam, por essas alturas de tempos dificeis, grandiosas rivalidades entre aldeias e eram os sementais que em plena arena improvisada, normalmente um descampado, mediam forças e traçavam efémeros minutos de glória! Hoje em dia as "Chegas de Bois", continuam a realizar-se, mas mais como espectáculo visual alimentando a máquina do turismo, para que dela, estas populações, tirem proveito!
A corte do "Boi do Povo" em Pitões alberga agora um museu, recheado de autênticos tesourinhos, que dão mostra das tradições, usos e costumes e cultura, desta inóspita aldeia. Quem a visite ficará supreendido com a inteminável colecção de artigos que mostram um pouco da história destas gentes de Pitões! Um regalo para o olhar e para objectiva das máquinas fotográficas, que incessantemente dispararam perante valiosa colecção de históricas peças!
 
 
 Na corte do boi. Ecomuseu de Pitões das Júnias.
 
 
 
 
 
 
"Entre quem é." - Dizer Barrosão.
 
 
 
 
Tear manual.
 
 
Assim eram as cozinhas em Pitões.
 
 
Paisagem Barrosã, ao fundo, na fotografia com a aldeia de Pitões e os picos do Gerês cobertos por branco manto de neve.
 
 
 
 
 Gira-discos de época!
 
 
No piso inferior em plena corte do boi.
 
 
Pormenores da vida no campo.
 
 
 
 
 
Fotografia retratando as famosas "Chegas de Bois".
 
 
Ancestral carro de bois.
 
 
 Arado.
 
 
Uma das palavras mais importantes no léxico do autor do blogue - Comunitarismo.
 
 
Estava visitada toda a estrutura montada no âmbito do Ecomuseu de Pitões, não sem antes se procederem a mais alguns passeios por estes ruelas tão lindas e tão dóceis ao olhar, mesmo que, sabendo o autor do blogue, estivesse em terra bravia. Quem circule por estas ruas, estes caminhos, mais lhe parecerá que dá para trás um salto no tempo, admirando toda esta ode ao granito e à forma de vida serrana. Aqui o autor do blogue, encontra sempre paz, aqui o autor do blogue consegue ser pleno...Pitões a cada visita que lhe faça e já são muitas no currículo, revela-se ao autor do blogue, sempre dócil...sempre mágica!
 
 
 
 
 
Água, fonte de vida...
 
 
Moinho de água.
 
 
Era chegado o tempo de, das duas uma, porque não havia tempo para mais, visitar o Mosteiro de Santa Maria das Júnias e perder mais de uma hora entre descidas e subidas atrasando em muitos minutos o regresso a casa, ou então deliciar este grupo com os saborosos licores que se produzem aqui em Pitões e por terras barrosãs. Perante a relutância da guia Cátia, dadas as condições atmosféricas muito medíocres para que tal visita se fizesse e com a maioria das pessoas deste grupo a pedirem uma prova de lícores, lá se dirigiu o grupo para o café-taberna "Terra Celta" onde a simpática Anita, proprietária do estabelecimento viu o mesmo ser, literalmente, invadido por numeroso grupo de forasteiros em demanda dos sabores extraidos da videira ou da figueira! Aqui se traçou um divertido e sonoro quadro, onde todo o grupo mostrou o que é ser genuinamente português...A alegria tomou conta de todos os presentes e as garrafas de figueirinha e bagaço corriam céleres pelo balcão. Anita e Cátia, não tinham mãos a medir e bem compostas, não perderam a compostura, perante semelhante multidão! Momentos de grande alegria se passaram entre aquelas paredes escuras onde se mistura o tom da madeira e o tom da pedra, brilhando no tecto pequenas luzinhas amarelas, dando à atmosfera daquele bar um ar bastante caloroso e deveras acolhedor! O frio lá fora, continuava tremendo!
 
 
 
 
 
 
 Olé, amigo Doro...sempre bem disposto.
 
 
Tio Hélio e os copos a rodar...
 
 
Em amena cavaqueira.
 
 
O Presidente ficou em Lanheses, aqui tinhamos um divertido Ezequiel Vale, deliciado com a figueirinha (licor).
 
 
 
Boa disposição sempre.
 
 
 
 
Que estaria Manuel Paraíso a contemplar com tão contemplante olhar?
 
 
 
 
 
À saúde!!! Muita saúde...(risos).
 
Estava a chegar ao fim este passeio turístico organizado pelo autor do SSVSA, em comemoração das cerca de mais de cinquenta mil visitas e trinta seguidores, que este que escreve tem merecido acompanhamento daqueles que o lêem. Não sem contudo, haver tempo para as despedidas, quando o numeroso grupo já avançava para o Mercedes que os esperava para a vigem de regresso a casa. Lanheses continua a saber visitar e a estar e, em consonância com Ezequiel Vale, a quem o autor do blogue aqui agradece públicamente todo o apoio prestado para que este evento se recheasse de sucesso, esquecendo um pouco a faceta de turista, proferiu o mesmo, perante a guia Cátia e a responsável pelo Ecomuseu de Pitões e secretária da Junta de Freguesia, Lúcia, com quem o autor do blogue definiu e contratou esta visita guiada a esta aldeia, algumas palavras de despedida e entrega de brochuras sobre Lanheses, às quais após, o autor do blogue entregando bandeira da freguesia de Lanheses que ficou como simbolo desta visita no edifício da corte do boi, de modo marcar a simpatia com que esta gente recebeu este numeroso grupo de lanhesenses, fez convite no sentido de visitarem também eles Lanheses e o seu Ecomuseu! O convite foi devidamente congratulado pelas anfitriãs que numa ocasião, quando possam, certamente terão o prazer em visitar a nossa localidade, assim como este que escreve, terá todo o prazer em lhes mostrar os encantos da aldeia que um dia o acolheu.
 
 Ezequiel Vale entregando as brochuras sobre Lanheses.
 
 
Cátia e Lúcia, com a bandeira de Lanheses, entregue pelo autor do blogue.
 
Estavam cumpridos todos os percursos a visitar de acordo com o estipulado no programa do passeio, com excepção do mosteiro de Santa Maria das Júnias, motivado quer pela gravidade das condições atmosféricas, quer pelo estado do piso molhado e escorregadio, quer pela falta de tempo. Por tal impossibilidade o autor do blogue pede sinceras desculpas, a quem eventualmente se sinta lesado por tal falta!
 
Cabeças contadas, e um impaciente Hélder, pois o horário de condução esgotava-se em breves horas, com muito quilómetro ainda pela frente, lá o Mercedes inicou a sua marcha de retorno a Lanheses atravessando de novo toda esta gélida paisagem serrana. Era chegado o tempo de regressar a casa, ao calor do lar e descansar, porque o dia tinha sido muito longo! Todo o trajecto de volta se fez ao som de muita cantoria percorrendo de novo a EN103 e em Viera do Minho, nova paragem para que as bexigas mais sensíveis fossem aliviadas, e em breve o Mercedes atravessar Braga para depois correr célere, em direcção a Lanheses.
Não pense o leitor que esta viagem foi monótona. Não o foi, não! Pelo meio, enquanto a Lua se avistava no firmamento e ainda se viam bem na penumbra da noite as gigantescas fragas do Gerês, houve tempo para o peditório da praxe para premiar o excelente motorista que todo o dia esteve muito simpaticamente à disposição deste grupo, e que rendeu uma "pequena" gratificação de cinquenta e sete euros. O autor do blogue aqui pede que o perdoem, pois, habituado a que não esteja a estas lides dos passeios turísticos de autocarro, não declarou ali quanto rendeu a colecta, corrigindo agora este fortuito lapso, declarando-o aqui. Aprendendo, sempre!
 
 
Para os quilómetros finais, surgiram então os agradecimentos por parte do autor do blogue a todos quantos aderiram a esta iniciativa, com dedicatória especial à sua companheira desta vida, fonte de inspiração para que vá realizando aquilo que faz e que tanto gosta e gozo lhe dá em fazer, assim como a seus pais, que partiram com ele nesta aventura! Foi tempo também de Rosa Maria Franco aceitar o desafio do autor do blogue e ao microfone do Mercedes, ler um trecho do livro de Saramgo, referência para o autor do blogue, "Viagem a Portugal", através da poderosa voz e bela entoação desta senhora, para que todos não esqueçam que, viajar é preciso, conhecendo e  aprendendo também! Não sendo homem de esquecimentos, o autor do blogue esqueceu-se, aliás, falhou, ao não agradecer também a Ana Baptista por todo o apoio que deu na recolha de inscrições, para este SABORES de INVERNO. Desculpas pedidas e agradecimento feito! O autor do blogue é homem para reconhecer sempre quando erra, mesmo inconscientemente errando!
 
Algumas pessoas também discursaram dirigindo palavras muito afectuosas para com a pessoa do autor do blogue, a quem agradece públicamente aqui, palavras tão elogiosas que só o motivam a tentar fazer mais e cada vez melhor! No final, o autor do blogue, quis brindar todos os que participaram nesta viagem, com uma singela lembrança, comemorativa pela participação neste evento. Pela voz de Rosa Maria Franco, desta feita, não respondendo a desafios e de livre e espontânea iniciativa, ouviram-se por todo o autocarro Mercedes, as palavras escritas dirigidas a cada um dos participantes do autor do blogue.
 
 
A singela lembrança.
 
Uma grandiosa salva de palmas ecoou pelas vidraças do Mercedes e em breve o mesmo se detinha em frente do centro escolar de Lanheses, ao som das cantigas de algumas mulheres do grupo de cantadeiras desta aldeia entoando o tema Lanheses, especialmente a D.ª Helena Brandão, que mesmo afónica conseguiu cantar, maravilhando todos, quantos seguiam no Mercedes. O auto do blogue lhe agradece também, este gesto humilde e que mostra consideração pelo mesmo!
 
Estava terminado o SABORES de INVERNO!
 
Semicerrando os olhos e para trás olhando, o autor do blogue, em casa, sonhou com as alturas do Gerês, com as alturas do Barroso, e com a infindável sensualidade serrana da aldeia de Pitões das Júnias...sentiu saudades já, daquelas paragens e com a saudade vem saudosa certeza de que Pitões e o Barroso o continuam a apaixonar...
 
FIM.
 
 
 
P.S. - Avisam-se todos os interessados, que dois guarda-chuvas ficaram esquecidos no autocarro. É favor apelar junto do autor do blogue, quem lhes julgue pertencer.