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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Panorâmicas tiradas no Bosque de Linhares!

Qual o melhor modo do autor do blogue se despedir de Fevereiro, senão com um "set" de fotografias panorâmicas sacadas nas zonas afectas ao Bosque de Linhares, como o autor do blogue costuma afirmar, uma das zonas, senão a mais bela zona natural desta aldeia que é Lanheses. Aqui encontramos dois mundos, o mundo natural e ao fundo o mundo civil, o mundo do Homem, que unidos, criam uma bela harmonia entre o que a natureza edifica e aquilo que humanas mãos vão edificando também!
 
 
Para visualizar as imagens em tamanho maior, clique sobre as mesmas!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Que beleza sem par!
 
 
Haverá beleza como esta? Por certo que a há, pois por este pequeno rectângulo situado no extremo ocidental da velha Europa, o que não faltam são locais paradisíacos para serem visitados, explorados e admirados, no entanto, nesta página virtual o que se canta são as belezas naturais de Lanheses, pequena aldeia que se localiza no sopé das arribas da Serra d´Arga e que a humanos olhos como os olhos do autor deste blogue se continua a mostrar a cada dia que passa, mais e mais bela, mais e mais sensual, dona de uma ruralidade e naturalidade sem par!
 
Fevereiro fica para trás, Março entrará no calendário anual e com ele chegará o equinócio assim como de mãos dadas com o mesmo a tão e sempre ansiada Primavera!
 
 
 

Tombou o velho amieiro de Linhares!

Já há algum tempo que o autor do blogue não percorria as áreas da cercania da Ponte de Linhares e do bosque com o mesmo nome, quer pelos temporais que se abateram sobre Lanheses, quer motivado pelos mesmos, do estado em que o terreno se encontrava, completamente inundado e com algumas zonas um tanto ou quanto enlameadas.
 
Ora, com a chuva a dar tréguas, desde alguns dias a esta parte, permitindo que parte dessas zonas secassem, foi tempo do autor do blogue percorrer de novo esses caminhos pejados de beleza, onde a natureza continua a ser rainha, mesmo que, se veja aqui e ali um pouco do trabalho efectuado por mão humana em virtude do anterior trabalho executado pela natureza! A natureza derruba, o homem aproveita e corta aqui e ali o que derrubado está, para seu proveito. Nem mais!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O velho amieiro que ocorria no caminho de acesso à Ponte de Linhares, não resistiu à força dos ventos e tombou, assim como outros mais novos, contudo frágeis, que do mesmo modo tombaram perante a brutalidade com que natureza se mostrou há tempos idos e agora, junto ao posto de observação ambiental, ocorre ali um vazio, um vazio de árvores que veio criar uma clareira que urge combater com plantio de novas árvores de modo a que esta bela zona, junto às águas do regato que ali corre, se veja de novo composta em beleza e havendo árvores, automaticamente há qualidade ambiental!
 
Que pena ver uma zona como esta, tão despida de arvoredo!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Lódão-bastardo.

Ocorre uma árvore junto à margem do Lima, das mais típicas e espontâneas das espécies que naturalmente ocorrem na Península Ibérica e sul da Europa, um lódão; Lódão-bastardo (Celtis australis). O Lódão-bastardo, ou agreira, ou ginginha-de-rei, como é apelidado é uma árvore caducifólia da família Ulmaceae que pode atingir entre os 15 e 30 metros de altura e pode viver entre 200 a 600 anos, sendo árvore de crescimento lento. São árvores de uma beleza extraordinária, que não precisam de solos muito ricos em nutrientes e proteínas (humus) e aguentem muito bem climas onde reinam as altas temperaturas. Um dos locais onde se podem ver em abundância florestas com algumas centenas destas árvores é na província da Andaluzia, sul de Espanha, onde os termómetros normalmente e com facilidade, atingem os quarenta graus centígrados! Espontânea em Portugal, ocorre um pouco por todo o território mas onde mais se destaca é nas encostas do Parque Internacional do Douro Internacional, onde vários núcleos compostos por esta espécie de árvore ocorrem. Aguenta também e muito bem os climas mais frios e pode ocorrer até uma altitude de 1200 metros.
 
 
 
 
Apresenta normalmente tronco de grossa envergadura, liso, muito ramificado com conjuntos de grossos ramos e de outros mais finos, grandiosa copa redonda, nos ramos folhas estriadas e finas, de onde nascem as flores hermafroditas e depois os frutos, uma drupa carnuda, lisa e esférica, começando por ser verde, passando a amarelo, roxo e quase negra (daí advém o nome ginginha-de-rei) quando totalmente madura (entre Setembro e Outubro), com cerca de 1cm de diâmetro, comestível e doce.
 
Ocorre frequentemente junto a cursos de água, rios, regatos e lagos, tal como esta retratada na fotografia acima postada e por toda a Península e Norte de África ainda se encontram numerosos de núcleos deste género arbóreo em estado selvagem. Um dos maiores núcleos deste género arbóreo ocorre em Freixo de Espada à Cinta, junto à margem do Douro, compondo uma das mais belas florestas espontâneas da Península Ibérica. Utilizada a sua madeira hoje em dia para variados fins, uma das mais curiosas utilidades reside no facto das suas raízes serem altamente aconselhadas para o fabrico de cachimbos!
 
Neste momento, este exemplar encontra-se "adormecido", dado que vivemos o Inverno, embora daqui a uns tempos bem próximos, poderemos admirar toda a sua bela e imensa copa, florida e pejada de drupas, dando mostras de ser uma das mais belas árvores das que ocorrem junto ao Lima!
 
 
Que bom seria que mais fossem plantadas por toda a aldeia! Um dos mais extraordinários exemplares arbóreos que ocorrem espontâneamente em Portugal Continental!
 
 
 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Hoje, o abraço é meu!

Hoje abraço carne que vida fez em mim
hoje fito esse verde olhar
hoje acarinho quem me fez assim
quem me ensinou, a vida simples, a amar!
 
Quem me protegeu, quem me abraçou,
hoje, o abraço é meu,
para quem a vida me dedicou
agradecendo, lhe digo, assim aqui estou eu!
 
Homem feito, nascido e criado
simples, desprovido de vaidade
homem assim um dia por ti ensinado
que na vida o valor, está na simplicidade!
 
Cabelos brancos, sabedoria!
Abraço tão forte, tremenda alegria!
 
 
(do autor Sérgio Moreira)
 
 
 

Observando a águia e a garça, na veiga!

Dois dos maiores exemplares da avifauna lanhesense, que ocorrem com regular frequência nos terrenos da veiga foram "brincando" com o autor do blogue, numa espécie de jogo do gato e do rato, e que resultaram em alguma fotografias postadas abaixo. Curioso o facto de que estes "gigantes" do céu lanhesense, quando comparadas com outras espécies de tamanho mais diminuto das que abundam pela veiga, partilharam o mesmo céu em alguns voos, sem contudo se chegarem muito um ao outro, numa mostra inequívoca de que tamanho também provoca respeito! Numa autentica luta de titãs, caso a mesma viesse a acontecer, o autor do blogue não imagina quem sairia vencedor!!! No entanto consegue imaginar a tremenda brutalidade que fortes e grandiosos bicos infligiriam no corpo de cada um dos oponentes!
 
Sem se aproximarem, águia e garça partilharam o céu lanhesense, assim como os ramos do arvoredo que por ali ocorre, e por feliz acaso o autor do blogue munido da sua Fuji estava presente!
 
 
A Águia-de-asa-redonda, pousando nos salgueiros da veiga.
 
 
 
A Garça-real-europeia, resguardando-se de olhares, nos ramos dos carvalhos da veiga.
 
 
 
Observando atentamente os movimentos de quem a fotografava a grande distância.
 
 
 
Idem, mas fotografada a relativa curta distância!
 
 
As curiosidades do reino animal, são muitas e nestes momentos se descobrem algumas particularidades das espécies retratadas. A águia, mantém sempre o observador a grande distância sobre apertada vigilância (dona de um olhar de tremendo alcance) e ao mínimo gesto da parte do último enceta sempre rápida fuga para local mais recôndito! Um espectáculo visual único quando abre as sua grandiosas asas e paira no céu! Já a garça, mais calma e com um principio de voo bastante mais lento, quando comparado com o voo da águia dada a sua grande envergadura, logo, mais pesada, enceta quando ameaçada, pequenos voos cirúrgicos que a mantêm afastada do perigo, mesmo que o perigo fosse (neste caso) a presença do autor do blogue, que perigo algum representa para estes belos exemplares, pois a sua presença no local é meramente contemplativa e da mais pura admiração! Eles não o sabem! Claro, estes animais estão mais que habituados ao estridente som que é uma arma quando dispara o projéctil que aloja no seu interior em dias de caça, não sendo de admirar que se ponham em fuga perante qualquer facto que achem minimamente estranho!
 
 
 No entanto, inundam de beleza o olhar de quem as contemple, livres e selvagens!

 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Pelas ruelas de Lanheses.

Estava prometido, aqui está o tópico!
 
Passear calmamente pelas belas ruelas de Lanheses, durante a tarde de Sábado, continua a ser um exercício de puro relaxamento, quer para o corpo quer para a mente, absorvendo a imensa calmaria que se sente nas fachadas graníticas das moradias lanhesenses, que se sente na atmosfera lasciva que a aldeia adquire, quando estamos em fim-de-semana. Tudo é calmaria, tudo é gozo, tudo se transforma numa espécie de laboratório sensorial, onde os sentidos se confundem, entre odores a natureza e verde, entre olhares de pura contemplação, contemplando virtuosa paisagem.
 
Foi o que o autor do blogue fez da parte da tarde de Sábado, após passeio pela veiga, abandonar um pouco o conceito mundo rural, para deixar o corpo pavonear-se pelo mundo civil, absorvendo aquilo que esta aldeia tem para oferecer...calma, sossego, bonomia, paz!
 
Fuji em punho, alguns desses momentos ficariam retratados nas fotografias abaixo postadas!
 
 
Clique na imagem para ampliar.
 
 
Algures entre a Corredoura e o Outeiro! Tremenda beleza!
 
 
 
 
 
 
 
Passear pela aldeia de Lanheses, assim como por tantas outras espalhadas por este belo Portugal, mas para nós é Lanheses que importa realçar; pode ser encarado como uma viagem que não termina nunca, e a cada novo passeio, a cada novo olhar, um novo espaço, um novo pormenor, estão ali à nossa espera para serem descobertos!
 
Sob o olhar desconfiado de alguns dos habitantes da Corredoura e do Barreiro, o autor do blogue, capa negra vestido, aspecto escanzelado e até talvez vampiresco, incólume a olhares e a comentários negativistas, mirando com extrema atenção a paisagem e o casario, assim alimenta viva alma com doses de maciça felicidade! E esta alma é grande, grande o suficiente para armazenar as imagens da imensa obra que o Homem vai realizando!
 
Delicioso Sábado à tarde!
 
 
 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Domingo de manhã, na Granja!

Imagens de Domingo de manhã na Granja, acordando ao som de chocalhos e degustando as maravilhosas sensações da vida no campo! Venham lá contrariar o autor do blogue, afirmando que a vida na cidade é bem melhor!?! Que ousadia!
 
 
 
 
Uma terna imagem...
 
Clique na imagem para ampliar.
 
 
Feliz assim o é
quem experimenta a vida no campo
valsa de chocalhos e de muitos "Mééé"
no olhar e no espírito, encantado encanto...
 
(do autor Sérgio Moreira)
 
 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Passeio pela veiga.

Pese embora o facto de se sentir um frio gelado, vindo nos braços do vento forte que soprou forte durante toda a tarde e parte do dia, o autor do blogue, perante este magnífico Sol de Inverno não resistiu a passear-se acompanhado dos seus peludos, quer pelas zonas da veiga e também quer por algumas das ruelas da aldeia; um dos hábitos que privilegia em continuar a cultivar, tal a calma e a languidez que se absorve, quando assim se passeia por Lanheses e que desta emana, ao final da tarde nos finais de semana, longe das típicas confusões diárias inerentes ao decorrer da semana de trabalho. Os dias, tal como a felicidade que ilumina, em crescendo, o rosto de uma criança quando recebe um brinquedo novo, vão aumentando também em duração e às 18.30h ocorreu o início do ocaso, por sinal já bem mais tarde quando comparado com os sombrios dias de Novembro e de Dezembro!
 
 
Bom augúrio...a Primavera já se vislumbra no horizonte!!!
 
 
Tons da natureza.
 
 
Clique na imagem para ampliar.
 
 
 
Idem, idem.
 
 
Toca a matar a sede...
 
 
Então, para que lado, frente ou para trás de novo!?!
 
 
As imagens da passeata pelas ruelas da aldeia, ficam para outro tópico...
 
 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sugestão para o fim-de-semana.

Segundo os dados apontados pelos técnicos do IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera), antigo IM, após estes aguaceiros fortes que se fizeram sentir durante todo o dia de hoje, Sexta-feira e parte do dia de amanhã, Sábado, um massa de ar frio polar atingirá a Europa Ocidental, nomeadamente o território onde estamos enquadrados, pelo que se esperam temperaturas realmente muito baixas e para as terras altas, logo acima dos 1000m de altitude, queda de neve. Nada melhor que, aliando ao uso de roupa ainda mais aconchegante, o facto de talvez restarmos um pouco mais por casa, no quentinho do lar e claro, aqui fica uma sugestão, boa música ouvindo, no sistema de som.
 
Aqui no blogue fica uma dica, para quem lhe interesse é claro, uma hora e muitos minutos onde se revisitam alguns dos temas mais marcantes da voz, Frank Sinatra.
 
 
 
 
 
Dois copos de vinho, aquecimento ligado e muita e boa música, deixando o frio cair lá fora; estão reunidas assim todas as condições para um fim-de-semana bem lúdico e no mínimo, relaxante!
 
Desfrute!!!
 
 
 
 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Nem tudo na vida é bramido!

O poder que tem uma imagem
revestindo-se de ternura
ao olhar, uma miragem
e no espírito formosura.
 
Pequeno ser branco amamentado
e por sua mãe protegido
logo aos primeiros dias ensinado
que na vida, nem tudo é bramido!
 
Amor tão forte e verdadeiro
se vê assim no mundo animal
passado de uma mãe ao seu branco cordeiro
puro, sincero, amor incondicional!
 
Prostrado em verde chão, pequeno ser,
que o autor do blogue, vendo, assim fez enternecer!


Imagens de ternura...

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (do autor Sérgio Moreira)



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ondulação no Parque Verde!?!

Criado com intuito meramente ornamental, o lago que se forma na zona do Parque Verde, quando os níveis de precipitação são altos, precisamente na zona onde ocorre o fosso que para esse efeito foi escavado; apresenta em dias de muita ventania, uma curiosa ondulação que pode dar origem a fotografias, no mínimo, originais! Qual mar Cáspio, ou mesmo Negro, temos aqui em Lanheses, um verdadeiro mar interior, que mata a sede aos bandos de aves que por aqui molham o bico e tomam um ou outro banho refrescante, e mata humano olhar, que mira semelhante beleza.
 
 
 
Pormenor do lago.
 
 
A tal ondulação...
 
 
O autor do blogue continua a cultivar o gosto por sacar fotografias em cinzentos dias de muito mau tempo...
 
 
 

Para relaxar...

"De Ushuaia a la Quiaca" - Gustavo Santaolalla!
 
Fenomenal!
 
 
 
Compositor e produtor musical de origem argentina.
 
 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Relembrando o "Zé da Custódia"!

Este espaço virtual somente tem sentido quando é participado por todos os que julgam ter em sua posse material que achem conveniente ser partilhado, quer seja material que represente alguma personalidade por mais simples ou eloquente que seja, quer represente alguma paisagem lanhesense, ou mesmo vivência de tempos idos desta aldeia maravilhosa. O autor do blogue é um ávido consumidor de saudosismos, um exarcebado amante de história e de vivências dos tempos passados, mesmo que o passado, nunca seja verdadeiramente passado, pode até ser ido, quando lembrado, transforma-se em presente! E se tema existe, que agrade ao gosto pessoal do autor do blogue, esse tema é o que retrate tão simplesmente, gente simples, vivendo a sua simples vida!
Nada mais grandioso!
 
É o caso da "personagem" que neste tópico é relembrado e que ao autor do blogue foi enviado via email pelo amigo e grande colaborador deste espaço, Amaro Rocha.
 
Citando Amaro Rocha:
"José Pereira, mais conhecido por “Zé da Custódia”, era filho de Custódia Inocência de Sousa Pereira, e viviam numa pequena casa de taipa, à muito demolida, no lugar do Barreiro. Sobreviviam com um pequeno negócio de distribuição de pão e criação de ovelhas, actividades em que José colaborava activamente, apesar da deficiência mental que possuia. Manhã muito cedo, com um saco ás costas, distribuia pão ao domicilio nos lugares próximos do Barreiro, tarefa que sua mãe Custódia também fazia noutros lugares da freguesia. As restantes horas do dia, eram ocupadas pelo popular Zé da Custódia, a apascentar as ovelhas nas bermas da estrada nacional 305 (Lanheses a Vila Praia de Âncora). Isto numa época em que nessa estrada “passava um carro de vez em quando”, ao contrário dos tempos actuais, cujo o tráfego é intenso. Está bem presente na memória dos que conheceram o “Zé”, a maneira intensa com que vivia o Domingo de Páscoa. Vestia o seu coçado fato, punha brilhantina no cabelo e visitava todas as casas dos lugares próximos, onde a cruz entrasse. Era bem recebido e acarinhado por toda a gente, que lhe ofereciam os tradicionais “Doces da Páscoa”, (de gêma de ovo e açucar branco por cima) que ele ia guardando nas algibeiras a abarrotar. José ia agradecendo com um grande sorriso e uma sonora gargalhada!
Na década de 1990, Custódia sentindo o peso da idade, pegou nas suas economias e levou consigo o filho para a Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo (Caridade), onde faleceu. José Pereira sobreviveu ainda alguns anos, acabando também por falecer nessa instituição. Ambos por vontade expressa em vida foram sepultados no cemitério de Lanheses.
Pessoas simples, fizeram parte da vida de muitos de nós. Merecem aqui ser recordadas, sobretudo pela tenaz luta diária pela sobrevivência a que estavam sujeitos. Só por si um exemplo de vida que merece ser recordado, até porque vivemos numa época “em que ninguém está satisfeito com aquilo que tem”."
 
 
Zé da Custódia, apascentando pequeno rebanho na berma da EN305.

Nestes tempos modernos, uma imagem como esta, onde junto à (ainda calma) estrada nacional, se vê muito verde, quer o da latada, quer o dos campos, aliado ao facto de vermos os animais pastando e um homem simples e sorridente, vale muito, vale muitíssimo...
 
Fossem assim simples, nossas complicadas vidas, iluminados rostos por um sorriso simples! Quantos de nós foram assim felizes!?!
 
Ao Amaro, o agradecimento do costume!
 
 
 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Jovens de Lanheses, actuam na SIRD, em Darque.


Alguns jovens que frequentam a Escola de Música AMADEUS de Lanheses, actuaram ontem à noite, Sábado dia 16, perante numerosa audiência, onde se encontravam na mesma, muitos dos pais e amigos desses mesmos jovens meninos e meninas, nas instalações da SIRD em Darque dando vivas mostras da sua verdadeira apetência para o interessante e sempre culto mundo, dessa arte, que é a música.
 
Sob uma decoração de muito bom gosto e num ambiente muito intimista, tudo preparado pelas professoras e alguns técnicos da SIRD, estes jovens nos brindaram com actuações, quer divertidas, algumas delas, quer com outras mais sérias, onde a música aliada à expressão musical, que estão aprendendo será no futuro, um poderoso auxiliar para que se imiscuam verdadeiramente e com sucesso, no mundo musical.

 
 
Pormenor da sala e do ambiente intimista.
 
 
Idem, idem.
 
 
 
 
 
 
 
 
Professor e aluno, uma bela união...
 
 
Piano excelentemente tocado pela Bárbara.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No final de todas estas actuações dos mais novinhos, foi a vez do público presente ser brindado com dois temas performizados pelas professoras que encenaram esta bonita noite, ao belíssimo som do violoncelo e do piano, que coroaram uma noite simplesmente bela! "Comptine d´un autre été" de Yann Tiersen e banda sonora do extraordinário filme "O fabuloso destino de Amélie", seguido do mais que badalado e na moda "Someone like you" de Adele.
 
 
Magistral!
 
 
 
 
 
 
 
Deliciado, o autor do blogue, só tem para com todos uma palavra - Parabéns!
 
 
 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Já não existem árvores na Junta!

Num misto de incredulidade e também de conformidade, o autor do blogue apercebeu-se ontem dia 14 de Fevereiro, por sinal até, dia dedicado ao romantismo, de uma atitude nada romantica, quando circulando pelas cercanias do edifício da Junta de Freguesia, se apercebeu que o que restava do património arbóreo que restava no logradouro do belo e histórico edifício, estava a ser abatido; nomeadamente uma grande Faia, que era decepada por etapas, dada a sua grandeza, com uma pessoa empoleirada num dos seus ramos, cortando aqui e ali, de modo a que a árvore fosse abatida!
 
Não será mentira nenhuma, se o autor do blogue aqui mencionar que é um acérrimo defensor das árvores e notoriamente contra o abate destas, por qualquer motivo, seja de cariz económico, seja de cariz público, seja até de cariz paisagístico. No entanto e após fundamentada explicação por fonte ligada ao executivo da Junta de Freguesia, o autor do blogue veio a saber que a grande Faia representava um perigo público pois o seu tronco estava oco e podia ser derrubada a qualquer momento por algum vento mais turbulento, como ainda há poucos dias se fez sentir e que derrubou na mesma área outro exemplar, mais novo, que estava de perfeita saúde. Este abate foi decidido após análise de técnico da Câmara Municipal de Viana do Castelo, para esse efeito devidamente credenciado!
 
A natureza tem destas coisas curiosas, tal como o rapaz novo que não soube aproveitar as suas capacidades e pujança física para lidar com a tormenta, tendo à mesma sucumbido, foi o homem velho que com a sua calma, ponderação e muitos anos a lidar com ventos, soube combater a mesma tormenta e à mesma escapou, vencendo-a! Assim aconteceu com esta Faia, mantendo-se firme e hirta contra ventos e tempestades, mas que agora não resistiu à batoteira acção da motosserra e sucumbiu às mãos do homem!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


O autor do blogue, tem conhecimento também, que uma solução mais arbustiva está em projecto para o logradouro, onde serão plantadas novas espécies substituindo as abatidas, para que esta bela sede, este edifício belo, não fique de todo despido, sem vegetação que o componha e o engrandeça ainda mais em beleza! Aliás, mais não seria de esperar de um executivo que tem primado excelentemente pela causa ambiental, mostrando para ela, bastante sensibilidade!.

Pese a tristeza que sente, sempre que vê imagens destas, o autor do blogue, sente também que este executivo primará pelo bom senso ambiental e talvez numa espécie de reconforto para a alma, saiba ou queira talvez acreditar, que ali virão a ocorrer novas e belas formas arbustivas!

A verde aldeia de Lanheses assim merece, uma sede de órgão de soberania que se paute pela componente ambiental, tal e qual a aldeia que representa, e não despida de verde!