sábado, 31 de maio de 2014

A CASA DA FEIRA

Quantos rostos estas paredes 
pelos tempos viram passar
rostos ora tristes, rostos ora alegres,
anos e anos por elas a desfilar?

Quantas conversas elas ouviram
quantos sussurros ali confidenciados
quantos amores elas ali sentiram
quantos suspiros ali foram trocados?

Quantas gerações passaram pelo granito
daquelas paredes da Casa da Feira
quanto de feio e quanto de bonito
passou em todo este tempo pela sua beira?

Quanto da história desta aldeia 
terão estas paredes presenciado
em noites escuras ou em noites de lua cheia
pedaços de história por elas bem testemunhado!

Agora de noite bela se apresenta
passados tantos anos de presença majestosa
o colorido da noite que tão bem lhe assenta
atribui-lhe ainda, tonalidade mais frondosa!

E o granito escurecido
pelo cair da noite escura
dá-lhe porte engrandecido
dá-lhe ar de grande bravura!

Com a frontaria fortificada
do seu majestoso portão
moradia que mais parece muralhada
majestoso castelo de um conhecido aldeão!

O poeta não canta de forma ligeira
canta eloquente aquilo que acha belo
canta a beleza da bela Casa da Feira
quando o granito sob a luz da noite mais parece amarelo!

Ela ali continuará
anos e anos, o tempo passando,
histórias de muitas vidas testemunhará
das vidas de quem naquelas paredes se for encostando.

Parece tolice ou coisa ligeira
acredite, é no entanto facto importante,
porque a imponente Casa da Feira
da história de Lanheses, será sempre parte integrante!







(do autor Sérgio Moreira)

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