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sexta-feira, 31 de julho de 2015

SOA A DESPEDIDA...E É!

Aquele que tem sido o mais fiel amigo do autor do blogue em algumas doces manhãs de escrita, entre paisagens inebriantes, muitas agradáveis tardes de prazer em frente ao ecrã e muitíssimas noites de deleite, perdido entre prosas e poesias, vai descansar por uns dias!

Companheiro de inúmeras viagens, desde a eterna Roma até às terras frias do norte, na Noruega, cruzando a Europa central entre valsas com o Danúbio em Budapeste, ou copos de vinho a ferver em Praga, ou enevoado pelo odor a erva em Amesterdão, besuntado em waffles de chocolate em Bruxelas e perdido entre a calidez das águas do mediterrâneo em Barcelona e Almeria , entre outras, ficará desta vez pousado em doce leito, enquanto dorme o sono dos justos, porque depois de um ano de intenso trabalho, merece também ele descansar!

É! O ecrã vai baixar, o sistema operativo vai desligá-lo automaticamente depois de seleccionada a opção TERMINAR SESSÃO, a imagem desaparecerá e ficará só o silêncio e a escuridão próprios de algo que não está a funcionar. Desta feita, a viagem não será para ele, será somente para outros, descansará ao lado da Fuji, também ela trabalhadora incansável, a merecer o não menos merecido descanso e só despertará desta mini hibernação, deste sono dos justos, quando alguém que lhe é querido e as impressões digitais bastante familiares, lhe afagar o botão ON e, luz, calor e imagens voltem nele a ocorrer!

Soa a despedida...e é! Uma despedida por uns quantos dias, porque o PC e a Fuji também, depois de tanto trabalho, precisam de férias!







Até já...

quinta-feira, 30 de julho de 2015

XXXVI FESTIVAL DE FOLCLORE ORGANIZADO PELA CASA DO POVO DE LANHESES

Depois do grande número da agenda cultural lanhesense ter passado, diga-se até, rápido demais, já no próximo fim-de-semana ocorrerá outro dos maiores números da já referida agenda, o sempre esperado e aclamado festival de folclore que a instituição Casa do Povo de Lanheses leva a cabo. 

Apregoando no seu cartaz a actuação de grupos de diferentes países e de outros continentes, nomeadamente América do Sul e Ásia, este festival assume-se cada vez mais como um grande tributo à cultura entre povos distintos e díspares, onde ganha especial relevo a etnografia, quer nacional, quer internacional!

Assim sendo, para os eventuais interessados aqui fica publicado o cartaz, alusivo ao certame, que deve referir o autor do blogue, assim lhe obriga a consciência, não entende nem concorda com o corte radical efectuado na fotografia, à parte superior do tronco humano de (certamente) algumas jovens e belas lanhesenses, envergando orgulhosas e sorridentes belo traje de lavradeira! Enfim...






Agradecido pelo convite endossado para assistir ao festival, o autor do blogue vê-se no entanto obrigado a decliná-lo, pois neste período estará ausente da terra, deixa aqui escrito publicamente para todos, votos de que este festival, à semelhança de edições anteriores, se paute por tremendo sucesso!

Bem hajam e...por favor, cartazes com imagens como esta , nunca mais!


quarta-feira, 29 de julho de 2015

ENCONTRO MARCANTE!

Muitas foram, durante estes dias de festividades vividos em Lanheses, as pessoas que conversaram por períodos mais breves ora outros mais longos, com o autor do blogue, mas de entre todas aquelas com quem este trocou palavras, ou nas ruas de Lanheses se cruzou, nunca nem alguma o marcou, como marcou o cruzar com a senhora retratada na fotografia abaixo postada. Primeiro porque os anos foram passando e fizeram a natural mossa a todos os que vivos como nós, vão envelhecendo, é certo. Em segundo porque a senhora retratada já foi figura de destaque num filme rodado nos idos de 79 e 80 em Lanheses, quando ainda era uma mulher plena de vigor, mãe, se não está em erro o autor do blogue, de dez filhos, alguns deles bem conhecidos e até amigos do autor do blogue, que daqui sem prejuízo para todos os outros saúda em particular a Natividade e o irmão Duarte. Em terceiro, porque ver a "Tivinha" nos idos de 80, filmada por Manuela Serra, a trabalhar árdua e vigorosamente no campo e em casa, criando a numerosa prole e vê-la hoje em dia nas festas em honra do Senhor do Cruzeiro e das Necessidades, fez crescer no intimo do autor do blogue um tão profundo sentimento de ternura!






Entre ambos palavras não foram trocadas, pelos motivos óbvios e até porque esta senhora nem sequer com certeza saberá quem seja ou conheça o autor do blogue, no entanto à sua visão na rua o movimento foi automático, retirar da sacola a Fuji, dirigir às filhas a pergunta - Posso tirar uma fotografia? - as quais simpática e prontamente responderam quase em uníssono - Claro que sim! 

Homenagem seja feita a esta mulher simples, retrato da beleza que foi, e que ainda o é com o seu rosto expressivo, da mulher lanhesense; trabalhadora no campo, em casa, grande matriarca da família, para sempre imortalizada como a magra e jovem mãe da numerosa família dos Gomes, em "O Movimento das Coisas".


Sem dúvida, o encontro que mais marcou nestas festas, o autor do blogue! Ternura!


terça-feira, 28 de julho de 2015

FINAL DAS FESTAS DE LANHESES - ARREMATAÇÃO DE TABULEIROS

A chuva marcou presença! 

É verdade, em 14 anos que leva de Lanheses, o autor do blogue não se lembra de sentir sobre a sua cabeça, o candido e contínuo cair de pequenos pingos de água vinda do céu como aconteceu no Domingo após o término da solene procissão enquanto apreciava o seu belo número da despedida da fanfarra seguido do desfile de mordomas e tabuleiros para a arrematação, também este momento alto e efusivo desta festividade.

Quando muitos eram os guarda-chuvas que se erguiam nas mãos de quantos estavam pelo adro da Igreja Paroquial e quando o céu, levava a crer que a mãe natureza estragaria o fecho destas festas, eis que surgiram a oeste, abertas e, de novo o sol reinou para alegria de todos e consolo e alívio dos membros da comissão de festas! 

Era festa de novo, siga para a arrematação!






















































Belíssimo quadro...





















































Arre homem, fale mais baixo! Este homem tem diabo no corpo...(risos)!























Momento efusivo destas festas a arrematação dos tabuleiros confeccionados pelos lanhesenses naturais dos vários lugares da aldeia, alguns destes tabuleiros autênticos carrinhos de compras de hipermercado, tal a variedade do seu recheio, que entre os berros e saltos do homem da casa Dias de Geraz do Lima, vão sendo em leilão, deveras disputado, comprados!

É com gargalhada geral e muito "xelim" à mistura que a festa vai atingindo o seu término, que este ano e para não variar, já não contou com a presença do autor do blogue, deveras cansado, para assistir à actuação do último conjunto musical!


No final, uma palavra de elogio aos membros da comissão de festas, muitos deles, sem nomes citar, já "entradotes" na idade, mas dando mostras de um vigor inexcedível e deveras saudável, quando comparados com outros mais novos não menos vigorosos e que organizaram uma vez mais, dentro do que é expectável, uma belíssima festa em honra do Senhor do Cruzeiro e das Necessidades, mesmo que ache o autor do blogue que algumas coisas têm de mudar, mas isso será explanado em tópico próprio.


A todos eles sinceros votos de parabéns pelo labor e dedicação demonstrados e talvez, quem sabe, até para o ano!


FIM!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

SOLENE PROCISSÃO EM HONRA DO SENHOR DO CRUZEIRO E DAS NECESSIDADES

Tarde cinzenta para o desfile de Santos e Santas no já tradicional percurso da Igreja Paroquial até ao Largo da Feira e até à Igreja Paroquial de volta, naquele que é o momento mais alto destas festividades em honra do Senhor do Cruzeiro e das Necessidades, a solene procissão. O povo da aldeia sai à rua, vestem-se os melhores fatos e vestidos, guardados no guarda-roupa para esta solene ocasião, o momento é sério, o momento é solene, sai às ruas de Lanheses um séquito de andores com imagens de Santas e de Santos seguido por algumas centenas de figurantes, em representação de vivências ligadas ao sagrado, aos mesmos Santos e Santas, num profundo e colectivo acto de fé e de religiosidade, e nem uma chuvinha mais persistente fez alguém arredar pé...




















































































































































































































Uma questão de fé...