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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

SAI NOVEMBRO, SAI!

Sai Novembro
sai como tu nunca me lembro
em ti não posso crer
quase um mês inteiro sem chover!
Sai Novembro
sai, mês de ocres cores,
dá lugar a Dezembro
e aos seus frios odores...




(do autor Sérgio Moreira)


BORDOS - VERMELHOS

O espectáculo que é ver os bordos da veiga avermelhados!




Prodígio da natureza
Perante o olhar, infindável beleza...


JAZ UM GAIO!

A natureza fica mais pobre
quando no chão jaz um Gaio
ave de cores e porte nobre
e voa frenético como se fosse um raio!

Este não voará mais
será alimento para outros bichos tais!


Gaio morto nos terrenos da veiga...

(do autor Sérgio Moreira)

sábado, 28 de novembro de 2015

PÔR-DO-SOL EM NOVEMBRO

Novembro não seria Novembro se aqui no blogue não figurasse ou figurassem, fotografias retratando a tremenda beleza que surge no olhar aquando do pôr-do-sol a oeste por trás de montes e da ponte que une as duas margens entre Lanheses e terras de Geraz.

Entre corridas desenfreadas do peludo na margem do Lima e uma brisa bem fresca vinda de norte anunciando um Inverno que já se avizinha no horizonte, a Fuji disparou sem cessar e de muitas fotografias sacadas as seguintes duas foram escolhidas pelo autor do blogue para que aqui ilustrassem esses momentos, sempre melancólico, onde reina o silêncio e a comunhão com a natureza...







Majestosa e bela natureza
com a obra humana, de mãos dadas,
segundos de melancólica beleza
como que saída de um conto de fadas...

Pode o seu autor descansar...
Em Novembro, o pôr-do-sol no blogue,
em imagens voltou a figurar!


(do autor Sérgio Moreira)



CARTAZ FUEBOLÍSTICO

Para os eventuais interessados aqui se divulga:




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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A CAMÉLIA DO MEU JARDIM

Oriunda do oriente, mais precisamente de terras nipónicas, ou seja do Japão e até de terras da China, é uma das espécies arbustivas de folha perene ou persistente, que mais agradam ao olhar do autor do blogue. 
Espécie que requer, para bem se desenvolver, solos muito ácidos e climas em que abundem as chuvas, ou seja, tão típicos da zona em que estamos inseridos, curiosamente, é no Inverno que se reveste de esplendor quando brotam as suas flores sem cheiro brancas ou vermelhas, mas quase perfeitas e, é norte de Portugal também, em virtude do clima, onde ocorre com mais frequência em quintais e jardins "vestindo" os mesmos de beleza sem par. 
Talvez a única, e é a opinião do autor do blogue, a única espécie que talvez lhe faça frente em beleza seja a magnólia, oriunda de terras do hemisfério norte.

O autor do blogue plantou um exemplar e é com alegria que o vai vendo crescer e pela primeira vez, neste Outono de 2015, florir!


Camellia japonica - Japoneira, como se afirma na gíria, carregada de flores e de beleza!



A bela sua flor!


Bela, verde e vermelha assim
ao vê-la lentamente crescer,
por mim plantada no meu jardim
esta camélia me faz, o olhar enternecer!



Há quem lhe chame Japoneira, há quem lhe chame Camélia, o autor do blogue antes prefere deixar aqui, nesta página virtual, uma referência à sua extrema beleza e neste caso particular, feliz pelo sucesso no desenvolvimento deste jovem exemplar.


terça-feira, 24 de novembro de 2015

OS DIAS FELIZES - Capitulo I

Ver tópico do dia 18 de Abril de 2015!!!  

http://dovaledaserradarga.blogspot.com/2015/04/os-dias-felizes-prefacio.html

Assim começa...

Posso afirmar que tudo começou nos idos de setenta, mais precisamente no longínquo e saudoso ido de setenta e quatro, a nove de Setembro, uma preguiçosa segunda-feira, às seis horas e vinte minutos da madrugada, mais segundo menos segundo, quando mais um nado-vivo berrou a plenos pulmões (ainda não conspurcados pelas maleitas inerentes ao consumo de cigarros) ao sentir a primeira de biliões de inspirações de mililitros de O2, num quarto da maternidade de Monserrate, entretanto, desactivada, naquele que era então o hospital da cidade de Viana do Castelo e hoje em dia, nos dias dos tempos modernos, por muitos carinhosamente apelidado de "Hospital Velho"!

Menina dos olhos para quatro olhos do jovem casal, havia que lhe decidir o nome, que há muito decidido estava. Seria Sérgio o primeiro nome, o segundo nome lhe emprestaria o seu pai, pelos tempos e tempos enquanto fosse, ou seja, ou venha a ser vivo! Por descendência e linhagem àquele pobre nado-vivo, que berrava de modo incessante naqueles primeiros minutos de vida, Loureiro e Moreira lhe caberiam em sorte, como os dois últimos nomes, reservados para sempre no grupo de nomes e palavras que se encontram referidos como apelido, ou, apelidos.

A apresentação está feita! O nome já o sabe o leitor! Não sabe o resto, mas em breve saberá, se é do seu interesse saber...

A primeira viagem foi feita da maternidade do hospital para casa, de carro, sem cadeirinha e cinto de segurança, nada dessas modernices e paneleirices como as de agora, uma curta distância de dois mil metros, dois quilómetros, para quem ouse pensar que dois mil metros é muito, para a aldeia (nesses tempos) da Meadela, mais precisamente para o Lugar da Igreja, quando nestas aldeias ainda imperava a nomenclatura por lugares, e aí para a Rua da Quinta do Bispo de Angola, Bispo este que o pequeno nado-vivo de forte pulmão, nunca veio a conhecer, mas com quem conviveu toda uma vida, sem que algum dia, repita-se, tenha visto tal personalidade, apesar de por milhares de vezes se ter questionado quem teria sido tal personagem. A rua era essa, ligava a Igreja Paroquial a outros lugares e ruelas da aldeia e ligava também, a já referida igreja, ao cemitério, que dada a localização frontal à moradia dos seus progenitores, fez desde muito cedo, com que este nado-vivo de forte pulmão, convivesse de muito perto com o antónimo da vida, a morte! 

Sobre os primeiros dias e semanas pouco haverá a relatar, talvez as sôfregas mamadas nos seios da progenitora, alguns ou, muitos berros e choros, dia e noite fora, alguns também, sorrisos para os familiares e progenitores: - Tão lindo e olha, está a sorrir... - Frases típicas de quem nada sabe dizer à cerca de um bebé nem tão pouco saiba que raio de palavra lhe dirigir, uma vez que a pobre criatura , é dado assente, nada entende!

Pouco importa!

Os dias, semanas, meses e anos foram passando e o nado-vivo de forte pulmão se foi transformando num miúdo de longos cabelos loiros, mas, indubitavelmente em todas as histórias ocorre sempre um mas, a saúde essa se foi tornando débil, débil ao ponto de surgirem complicações graves e numa noite de desespero para o jovem casal de progenitores, não fosse no antigo quartel BC9 estar abrigado um militar com tipo de sangue igual ao seu, o tal nado-vivo de forte pulmão, agora débil, teria feito cedo demais a viagem da Igreja para o Cemitério Paroquial, com direito a passagem e vista para a moradia dos seus progenitores em plena Rua da Quinta do Bispo de Angola. Tal não aconteceu! O militar, que nunca mais viu, ou alguma vez conheceu, apesar de ter sido essa a sua vontade, salvou a vida ao pobre nado-vivo, que em vez da negra e escura viagem Igreja-Cemitério, continuou na colorida e luminosa viagem que é a vida. 
Pelo meio fica um baptizado realizado à pressa, pois as incertezas eram muitas, um menu composto por bifes e batatas fritas regado com preocupações e ansiedades próprias dos jovens casais quando algo com a prole, por menor que seja, não vai bem!

A vida dos bebés é uma seca, berço-mama/mama-berço e criminosamente o nosso cérebro não consegue recordar o acontecido em anos e anos da vida de cada um! Devíamos antes ser formatados como as ovelhas que ao fim de cinco minutos de vida, já circulam pelos campo pela própria pata seguindo a sua progenitora. Falta saber se as mesmas lembram algo dos seus primeiros minutos e anos de vida, as que duram anos!
Se de vida total este nado-vivo já quarenta e um anos viveu, conscientemente, viveu para aí uns trinta e seis! 

Eis a nossa natureza, nada nem ninguém a consegue alterar.

...

À BEIRA DO MAR...

Primeiro pôr-do-sol sacado em Novembro, com vista privilegiada sobre o mar...




Nuvens, rochas, mar!
Águas que em mim vêm bater,
numa ânsia de neles encontrar
tudo aquilo que possa um dia vir a perder!

Oxalá não venha a ser este mar,
o mar do meu desaparecer...
E assim quem sabe, depositar,
por antecipação, lágrimas neste mar a verter!

Console-se por agora a visão
de mais um pôr-do-Sol apreciar
no horizonte da consolação,
vivo, ao ver o Sol, assim estar!

Talvez no futuro doce recordação,
entre nuvens, rochas e à beira do mar!



(do autor Sérgio Moreira)



PORTA ABERTA

Porta aberta, o casal entra e senta-se nas cadeiras da mesa que usualmente escolhe quando ali se dirige para jantar ou mais assiduamente para almoçar...

- Olá boa tarde, como estão?
- Vamos bem, obrigado e consigo?
- Tudo bem, sempre a trabalhar, mas tudo bem! Então que vai ser? Temos arroz-malandro com uns pedacinhos de carne pelo meio e arroz de espigos, uma brincadeira que resolvi experimentar...
- Espigos! Em uníssono!









O paladar dividido entre o picante e o adocicado da suculenta refeição, levou sorrisos aos mesmos lábios que provaram tamanho e delicioso manjar, cozinhado por hábeis e femininas mãos lanhesenses! 

Que a brincadeira se repita por muitas mais vezes!


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A ARANHA E O PINTOR - Soneto.

Acordas assim tão pujante
de vida a fervilhar
minha Lanheses tão brilhante
sob a energia solar!

Paleta de muitas cores
misturadas como húmida teia
em tela, pintada por mil pintores,
salpicos de tinta desta aldeia.

Tal como faz a aranha
assim faz o pintor
uma teia de artimanha
uma tela de esplendor.

A aranha tece a teia para caçar!
O pintor salpica a tela para deslumbrar...


Lanheses, tão verde...


(do autor Sérgio Moreira)



TRINTA DIAS, TRINTA POEMAS! Soneto

Tinta dias, trinta poemas
em breve o vou tentar,
perdido nos meus dilemas
poesia a enfatizar!

Os dramas do pensamento
da vida e suas questões,
da morte e do esquecimento
escrito em pequenos refrões...

Como é bom acordar
decidido, resoluto
e um raio de sol nos bafejar
sentimento bom e absoluto!

Trinta dias, trinta poemas,
pequenos versos, grandes lemas!

(do autor Sérgio Moreira)


O GOSTO POR FALAR DE COISAS AGRADÁVEIS! - Soneto

Gosto de falar de coisas agradáveis
muito gosto de conversar,
sentindo sentidos palpáveis
por isso gosto de viajar.

Explorar o desconhecido
um novo local, conhecer e ver,
algures neste mundo perdido
com outros gosto de aprender.

Aprender até morrer
verdade inalienável 
morrendo de prazer

por o desconhecido conhecer
facto constatável,
tremendo gosto de prazer!

(do autor Sérgio Moreira)




CARTAZ FUTEBOLÍSTICO

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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

sábado, 14 de novembro de 2015

NOVEMBRO ATÍPICO - Soneto

Estranho este Novembro
quente e soalheiro, 
desde há anos que não me lembro
de chuva nem lhe sentir o cheiro.

Novembro atípico e colorido
ao contrário do cinzento habitual
o faz assim mais divertido
mesmo que nada natural.

Dos céus muita água já devia
em catadupa ter brotado
inundando a cada dia

a alma de todos um bocado
que bom que assim seria
Novembro todo, tão atípico e debochado!









(do autor Sérgio Moreira)

BERLINDE GIGANTE - Soneto - (Eu não tenho medo!)

Este berlinde gigante
pejado de vidas
pelos tempos rodando incessante
contém nele, alegrias e tristezas sentidas.

Uns sorriem, outros choram,
uns vivem, outros morrem,
aqueles há que a vida adoram
outros, contra a morte nada podem!

E assim lentamente vai rodando
este berlinde gigante
para quem, todos os dias acordando,

a vontade de viver se torna contagiante
entre o verde e o azul pulando
deste maravilhoso berlinde gigante!


(do autor Sérgio Moreira)

EU NÃO TENHO MEDO!

Não, eu não tenho medo! 

Não, eu não vou alterar as convicções e ideais nos quais acredito e pelos quais rejo o meu modo de vida por ter e sentir medo! 
Eu não tenho medo! 
Vou continuar a viajar nas asas dos ventos do desejo, viajando também por este não menos por mim desejado e maravilhoso planeta; vou continuar a acordar todas as manhãs com mais e mais vontade de viver, sorrir, sentir o calor do raios de sol bafejando a minha pele vendo e sentindo o mundo! 

Eu estou vivo e vivendo, eu não tenho medo!





Assim sou feliz, por não ter medo não mudarei...

Paris sexta-feira 13 de Novembro de 2015!

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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

CRAVOS E CRAVINAS

Cravos e cravinas
sobrevivem às geadas de Novembro
delicadas, pequeninas,
flores, plantadas quando não o lembro!
Ao Sol florescem resplandecentes 
quem da terra brota e de suas sementes...




(do autor Sérgio Moreira)

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

QUE ESTRANHO POVO ESTE!

Conduzem automóveis do lado errado da estrada, raramente sentem no ano a calorosa sensação de passar por dois dias seguidos de sol, conquistaram o mundo e o mundo por sua vez também os conquistou a eles e, nessa ânsia de conquista, provam hoje em dia do seu próprio veneno, pois o turista que atravesse Londres e lhe desbrave as entranhas, dificilmente perceberá, se não o soubesse, em que cidade estaria tal a miscigenação e profusão de culturas que neste gigantesco centro urbano, um dos maiores do mundo, existe e ocorre!

O autor do blogue poderia perfeitamente afirmar que se encontrava na Índia, num dos subúrbios de Nova Deli, ou no Paquistão, experimentando a tremenda confusão das ruas e avenidas de Islamabade, ou até na também frenética Pequim, mas não, não se encontrava em nenhuma destas gigantescas metrópoles, encontrava-se em Londres, um autêntico grãozinho de areia num imenso areal de uma praia qualquer, perdido em terras dos carinhosamente apelidados em Portugal por "Bifes"! 

Londres abriu-lhe as suas portas e pese alguma decepção face ao cinzentismo do clima e das suas gentes, ficam algumas fotografias de alguns locais míticos merecedores de visita e que tornam ao olhar forasteiro esta cidade tão especial!

Caso para se afirmar: - Estranho povo este! Conseguiu ou antes, permitiu, que se desvirtualizasse totalmente aquela que teria e tem tudo para ser a mais bela e icónica capital do mundo! Não o é aos olhos do autor do blogue, talvez, das muitas que visitou, uma das mais horríveis...














































































































Uma coisa é certa, o autor do blogue para entender esta cidade e este povo, difíceis de se entenderem, terá um dia de lá voltar...